terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Resultados do concurso Alfarroba 2011/2012 "O Retângulo"


Eis os vencedores:

Raquel Silva
José Cabral
Donzília Martins
João Barreta
Vítor Baptista
Humberto Oliveira
Elsa Filipe
Marta Silva


Os vencedores verão o seu texto publicado em livro pela Alfarroba... muito em breve!
Parabéns a todos!

Nota: A editora reserva-se o direito à seleção de apenas 8 textos, de acordo com o regulamento e critérios pré-estabelecidos do concurso literário.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lusos, tugas, portugueses, somos desta terra e gostamos. A Alfarroba tem gente e gente que gosta de ser portuguesa e da nossa língua. Por isso trabalhamos em português e em Portugal, editamos histórias escritas em português, desenhamos e imprimimos livros em Portugal. Espalhamos as nossas palavras, as nossas histórias, pela nossa terra.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ao domingo com... Célia Loureiro

Ao domingo com... Célia Loureiro


Não me recordo do momento exacto em que comecei a escrever. Lembro-me, contudo, que antes de saber fazê-lo já inventava histórias, mas contava-as através de ilustrações. Mais tarde, por volta dos dez, doze anos, comecei a criar pequenos enredos, relativamente simples, baseados não na minha vida, mas nas suas possibilidades. Recordo-me que teriam cerca de doze páginas, gradualmente ampliadas que, conforme cresciam, iam contanto histórias mais complexas. Costumo pensar para mim que a escrita é um trabalho solitário, e felizmente assim é. Não segui arquitectura, como cheguei a ambicionar, porque não tinha jeito com números. O meu talento, se tenho algum, prende-se com as letras. E acabei por ser arquitecta. Crio mundos, pessoas, situações. Dou-lhes as cores, a dimensão e a profundidade que entendo. Atiro-os ao chão e levanto-os. Geralmente, a minha inspiração vem de histórias próximas, e ficciono-as, manipulo os acontecimentos, as épocas, as reacções, até explorar uma outra possibilidade de final, que não a autêntica. Resumidamente, aplico massivamente o e se?

Quando, em 2009, abri pela primeira vez o documento que intitulei de imediato de "Demência", sabia que não seria um daqueles rascunhos a ser eliminados ou abandonados mais tarde. Como frequentemente, tinha duas histórias paralelas, uma que se desenrolou no passado e que explica grande parte do presente, e outra a suceder actualmente e a necessitar de ser resolvida. Deste modo, juntei duas personagens que há muito pairavam na minha mente - uma senhora a começar a padecer de Alzheimer, e uma jovem mãe vítima de violência doméstica, pressionada ao limite e autora de um crime socialmente imperdoável, especialmente em meios reduzidos, como é o caso. Quis que ambas as personagens fossem protagonistas de uma história de sobrevivência, que as suas essências coincidissem nesse ponto e fossem motivo de incompreensão mútua. Quis valer-me da ironia da vida, do destino, dos caminhos que parecem despregados e que se entrelaçam e fazem sentido em situações impensáveis. Quis incluir um pouco do improvável neste enredo realista. Creio que os acontecimentos retratados são familiares a muitos portugueses. Nem que provenham da história de um primo afastado ou de uma vizinha. Considero que este romance é uma deambulação no nevoeiro. As personagens estão interiormente atormentadas por erros que cometeram ou obstáculos que não conseguem transpor e fica ao vosso critério descobrir se virá, ou não, o tão desejado sol sobre as suas cabeças. Quis dar azo a um debate social - velhice, solidão, aborto, pobreza, violência doméstica, justiça, doenças degenerativas, tradição - e a uma luta interior - culpa, arrependimento, sacrifício, redenção e desespero. E creio que o consegui. Reafirmo que esta história não é, especificamente, a história de ninguém. Mas é, seguramente, a história de alguém.

Célia Correia Loureiro

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Opinião do livro "Percepção"

Mil Estrelas No Colo


Título: Percepção, uma estranha realidade
Autor: Sara Farinha
Editora: Editora Alfarroba
Edição: 29 de Novembro 2011

Sinopse: Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo. As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.

A minha opinião:
Quando comecei a ler este livro estava muito curiosa porque pela sinopse não sabia muito bem o que esperar e não fazia ideia do que se tratava.
Nesta história conhecemos Joana que é uma sensitiva,(não quero explorar muito este conceito para serem surpreendidos quando lerem o livro, tal como eu fui surpreendida!) que se muda para Londres para tentar viver uma vida normal, sem os olhares de julgamento da sua família, vizinhos, etc.
Conhece Mark e é a partir daí que a sua vida muda completamente! É com ele que Joana começa a se conhecer mais profundamente e finalmente acaba por descobrir o que realmente é e todas as coisas de que é capaz de fazer.

Gostei deste livro e claro que o ponto principal é este tema, novo (pelo menos para mim!) e muito interessante. Confesso que no início houve momentos que pensei que iria-me ser apresentada mais uma Sookie da série Sangue Fresco de Charlainne Harris, mas ainda bem que estava enganada, porque não tem nada a ver!

Achei que a personagem principal está muito bem construída e explorada e os personagens secundários tem um papel importante em todo o trama da história. Como ponto negativo tenho a salientar a pouca exploração do Convénio e da relação de Mark e Joana. Confesso que se houvesse mais cenas entre eles (talvez até mais intimas) o livro poderia ser ainda mais interessante. Mas talvez a autora queira deixar essa parte para um segundo livro que eu fico a aguardar!

Parabéns Sara! Gostei muito e recomendo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Boa tarde queridos leitores! Hoje apresento-vos mais uma autora portuguesa que se estreou recentemente no mundo literário enquanto autora. Conheçam a Sara Farinha!

Fala-nos um pouco sobre ti:
Sou alfacinha de gema, que vive numa cidade feita de contrastes e com um percurso pessoal que exigiu esforço e motivação, às vezes contra todas as probabilidades. Adoro escrever e adoro histórias, sejam relatos reais das pessoas com quem me cruzo, livros, filmes, séries televisivas, letras de música ou poesia. Adoro a língua inglesa, música, cantar, viajar e fotografar. Os amigos e a família são muito importantes, e valorizo a sua presença tanto quanto valorizo estar sozinha.
Sou curiosa por natureza e gosto de encontrar explicações lógicas para aquilo que me rodeia. Sou alguém que, perante as dificuldades, arranjo maneira e quando confrontada com obstáculos procuro compreendê-los e ultrapassá-los. Acredito em valores orientadores e frequentemente me debato com as falhas humanas e os seus motivos. Reflicto muito sobre o que se passa à minha volta e sobre como mudar em mim e nos outros aquilo que não me agrada. Sou uma eterna insatisfeita, uma perfeccionista que não tem medo de assumir erros, apesar destes serem duros golpes. E acredito piamente que, quando queremos algo arranjamos maneira.

Qual é o teu estilo e ritmo de escrita:
Quanto ao estilo de escrita, gosto de acção, emoção, romance e fantasia. Tento escrever histórias com um ritmo rápido, que sejam emocionantes e que fujam da descrição excessiva. Gosto de explorar géneros e estilos, procuro aprender sobre a arte da escrita, e agrada-me misturar realidade e ficção numa mesma história.
Quanto ao ritmo de escrita há sempre mais do que um projecto a decorrer o que significa que cada um deles tem um ritmo próprio. O blogue necessita de atenção quase diária, os contos de atenção esporádica, os poemas de inspiração fulminante, os livros de pesquisa, execução e revisão continuada. Escrevo quase todos os dias, para projectos diferentes e com níveis de dificuldade diferentes.

Quais são as tuas influências:
O meu pai influenciou muito daquilo que sou, proporcionou-me as bases e incentivou-me a pensar por mim própria. Os livros que ele comprava, fossem para ele ou para mim, fizeram o resto. Obras como “Marune Alastor 933”, “Hamlet”, “Os Cinco”, “Homem-Aranha”, “X-Men”, “Drácula de Bramstoker”, “A Flecha Negra”, “The Mad Fiddler”, “Os Maias”, ocuparam parte da minha infância e adolescência.
Consumidora assídua de filmes e séries televisivas (ainda antes de saber ler), tenho boas (e más) memórias de “Modelo e Detective”, “V - A Batalha Final”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Exterminador Implacável”, “A Guerra das Estrelas”, “Poirot”, “Ficheiros Secretos”, “Linha Mortal”, entre muitas outras histórias.
Actualmente prefiro sobrenatural, fantástico, steampunk, romance, policiais, e ficção científica. Géneros que sempre me acompanharam e que têm vindo a banalizar-se, perdendo o estigma duvidoso que tinham.

O que te levou a escrever na área do sobrenatural?
O facto de serem as minhas histórias preferidas. Adoro a magia dos mundos inventados, a imaginação que possibilita e sustenta esses livros e filmes. Agrada-me escrever sobre coisas que não são reais, imaginar mundos e personagens, enredos e complicações. Gosto especialmente daquelas histórias que, sendo fantasia poderiam perfeitamente ser reais, que são uma espécie de fundamentação científica da fantasia.
Ler uma história é uma forma de nos afastarmos da nossa realidade e de viver aventuras que, de outra forma não poderiam ser vividas. E é isso que me agrada na literatura fantástica, esse poder de nos transportar para outras vivências, de introduzir alguma magia na nossa vida. E se isto me seduz como leitora, também o faz como autora.

Como foi o caminho até à publicação deste teu primeiro romance? Tiveste muitas dificuldades em publicar? Fala-nos um pouco sobre esse processo.
Há uns tempos atrás escrevi no meu blogue que o mercado Português é tão grande como uma ervilha… e desidratada. Há espaço para alguns, mas não para muitos e gostaria de acreditar que esses alguns seriam os melhores.
Posso descrever a minha experiência pessoal, na publicação deste primeiro livro, como expectável. Primeiro tentei perceber como funcionava o mercado literário português, como as editoras trabalham e quais as experiências daqueles que já haviam passado por isto, para acautelar desilusões. Depois, reuni coragem, e comecei a enviar alguns e-mails para editoras que publicam dentro do género literário de “Percepção”. Algumas editoras não deram qualquer resposta. Duas mostraram-se interessadas em publicar.
A Alfarroba foi a escolha que, para mim, fez sentido. Estou muito satisfeita com o trabalho deles e com o apoio e a prontidão de resposta. E nunca tive ilusões que publicar envolve esforço, compromisso e persistência da minha parte.

Tens tido feedback dos teus leitores? Como é que gostas de interagir com eles?
Tenho tido algum feedback, não tanto nem tão público como gostaria, como é habitual. Algumas reacções foram excelentes e deixaram-me muito orgulhosa. Procuro incentivar o contacto quer nos blogues (pessoal e do livro), como nas páginas de Facebook (pessoal e livro), no Twitter, Goodreads e Google+. Mas sei que a maioria das pessoas limita as suas interacções a “Gostos”, ainda somos um povo algo tímido (e desconfiado) no que diz respeito à interacção através da www.

Projectos Futuros:
Mantendo o meu lema de ‘Aprender todos os dias algo novo’, tenho algumas ideias em mente e projectos em andamento. Neste momento encontro-me a escrever um terceiro livro. Planeei começar a escrevê-lo no início de 2012, mas a inspiração manifestou-se nos últimos dias. E apesar de ainda andar às voltas com algumas partes da história, não tive como evitar este início.
Tenho uma outra história à espera de revisão e estou a ponderar disponibilizá-la online. Adorei escrevê-la e ia odiar mantê-la na gaveta virtual para sempre, mas isto implica ter tempo para fazer a revisão e uma investigação cuidada sobre e-books. Mais um projecto a executar em breve.
Continuar a divulgar o meu primeiro livro publicado. E claro, manter o meu blogue a funcionar em pleno (http://sarinhafarinha.wordpress.com/).

E a pergunta da praxe: o que achas do blog Morrighan?
Descobri este blogue há algum tempo e confesso que o que me atraiu primeiro foi a sua faceta de divulgação do paganismo. Ao explorar os vários artigos descobri um espaço virtual interessante, cheio de novidades literárias, que tenho tido muito gosto em acompanhar. É um blogue que faz parte da minha lista de links “Inspiradores” e que visito sempre com prazer.
Quero agradecer à Sofia Teixeira pelo interesse demonstrado assim como, pelo bom trabalho desenvolvido neste blogue. Desejo-lhes os maiores sucessos e muitos anos de bons artigos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A baloiçar



A Alfarroba irá estar em balanço até ao próximo dia 10 de janeiro. Receberemos todas as informações, e-mails e telefonemas, mas poderemos não ser tão breves na resposta.
Obrigado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo, palavras acordadas

Com a entrada do novo ano, todas as comunicações internas e externas da Alfarroba passarão a ser efetuadas segundo as normas do Novo Acordo Ortográfico, devidamente identificadas pelos seguintes logos:




As edições, publicações, formações e serviços irão manter-se identificados com o logo do Novo Acordo Ortográfico, se for o caso.

Já andamos de volta de um novo país

Terminou no dia 31 de Dezembro a recepção de contos para o concurso literário Alfarroba 2011/2012 "O Rectângulo".

No final de Janeiro serão revelados os dez países mais promissores.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bloco de Devaneios - Entrevista à autora Sara Farinha

Bloco de Devaneios - Entrevista à autora Sara Farinha


Alguma vez tiveste medo de que não funcionasse?

Enquanto o escrevia consolava-me com a ideia de que ninguém o iria ler. Em cada etapa deste longo caminho tive medo de que não funcionasse. Ontem tinha medo de que não funcionasse. Neste momento tenho medo de que não funcione. E daqui a dez anos estarei convencida de que não funcionou.

“Percepção” é o primeiro passo na minha aprendizagem como autora. É a minha primeira obra, é o depósito de todas as minhas esperanças e a minha primeira experiência pública como escritora de obras mais extensas.

Quanto àquilo que não funcionar? Só poderei comprometer-me a identificar o que não correu como eu gostaria e predispor-me a fazer melhor na próxima vez. Garanto que neste momento, já estou empenhada em fazer melhor. A preparar-me para não recear aquilo que se desconhece.

Qual é que achas que é o público-alvo do teu livro?

Jovens adultos, mulheres e homens que gostem de ler, que apreciem ficção, fantasia urbana, romance e sobrenatural. Pessoas que gostem de fantasia, mas que não se esqueçam do mundo real. Pessoas inquisitivas, imaginativas, independentes e perspicazes. Mas como li algures, uma boa história não discrimina ninguém.

Podemos ficar à espera de outro livro teu?

Sim. Não sei qual a conjuntura em que isso acontecerá mas, “Percepção” foi a primeira história, a par dela tenho um outro livro a precisar de revisão e uma outra história a ganhar forma. E quem sabe qual delas poderá vir a público? Talvez uma sequela de “Percepção”, ou uma outra história ainda no reino das ideias…

Que importância atribuis à blogosfera literária?

A blogosfera tem mudado o mundo. Aproxima pessoas, espalha ideias, divulga as artes e no campo da literatura, tem tido uma importância crescente. As plataformas de autor têm invadido a blogosfera, os blogues literários têm ajudado a passar a mensagem, a internet facilita a disseminação do conhecimento e tem ajudado todos aqueles que, como eu, procuram aceder àquilo que se produz noutros lados do mundo. Actualmente, noventa porcento da divulgação de um produto passa pela internet e para os autores cuja obra só faz sentido quando partilhada com o mundo, a blogosfera literária é um veículo poderoso no acto de espalhar a mensagem.

Eu ando por lá há quatro anos (http://sarinhafarinha.wordpress.com/), e considero-a uma ferramenta indispensável para a disseminação do conhecimento e para a promoção do entendimento global.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Falta pouco mais de uma semana



Imagine um rectângulo.
Pode até desenhá-lo. Coloque aí 10 milhões de seres humanos.
Agora ponha a coisa a funcionar.
Você tem o poder.
Cria uma organização chamada Estado? Com que funções? Como lhes paga? Cobra à restante população uma taxa? Quais os limites?
Esqueça históricos de modelos políticos. Faça a coisa ao seu jeito.
Chega de se queixar dos outros.
Crie o seu próprio modelo.


Até 31 de Dezembro de 2011, envie-nos o seu país, num máximo de 3000 palavras,
em ensaio, prosa, poesia, humor, ao seu estilo!
Os 10 rectângulos mais promissores serão editados em livro.
Para detalhes, informações e regulamento:

e-mail: geral@alfarroba.com.pt
telefone: 210 998 223

Sim, foi uma noite SOBERBA!

A apresentação e sessão de autógrafos do livro "Soberba Escuridão" de Andreia Ferreira na Bertrand de Braga, revelou-se um momento soberbo de partilha e de conversa.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ao domingo com... Marina Santos

Ao Domingo com... Marina Santos


"Decorria o ano de 2000 quando comecei a amadurecer a ideia de escrever aventuras infanto-juvenis.

Em primeiro lugar pensei na identidade das personagens principais das histórias e, automaticamente, lembrei-me de criar um clube inspirado no meu grupo de amigos de férias e fins-de-semana.

Para local central da acção escolhi, claro, o sítio onde nos costumamos juntar: a bonita vila piscatória da Ericeira. Assim surgiu o “Clube dos Exploradores”, um grupo formado por oito jovens e dois cães, cuja sede, para as suas reuniões, seria uma espectacular gruta, e que se dedicaria a resolver mistérios de teor policial.

Com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, Joana, Patrícia, Tiago, Fedra, Elsa, André, Rita e Miguel, na companhia do pastor alemão Marty e da boxer Gi, começavam assim a viver uma imparável sucessão de acontecimentos fantásticos. Estas personagens encontram-se incluídas num universo mais vasto de familiares e amigos – personagens secundárias permanentes – que lhes dão profundidade e as enquadram.

Baseados em factos e locais verídicos, os enredos têm sempre ligação com elementos históricos, lendas e questões sociais e ecológicas.
Tendo a edição a cargo de Alfarroba Edições desde Outubro de 2010 e as ilustrações de Filipa Cabral e Joana Amaro da Costa, cada história é independente, havendo no entanto uma sequência temporal e de acontecimentos.
Por tudo isto, nada melhor do que, começando pela primeira, conhecer todas as aventuras do “Clube dos Exploradores”, espero que vos dê tanto prazer ler como me deu escrever:


1.º O Clube dos Exploradores
2.º Os Exploradores em acção
3.º Os Exploradores e o baile de máscaras
4.º Os Exploradores e o amigo “pintas”
5.º Os Exploradores em defesa do rio
6.º Os Exploradores no túnel dos contrabandistas"

Descobrimos o que os Exploradores fizeram no domingo!

Descobrimos o que os Exploradores fizeram no domingo!

Ou melhor, descobrimos a sua autora - Marina Santos - no Intermarché de Mafra com os seus pequenos fãs.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ponto final


Editámos e publicámos ontem o último livro da Alfarroba em 2011.
Foi o ponto final perfeito.

Estamos já a preparar o ano de 2012, com algumas mudanças para breve.

Mas primeiro vamos de fim-de-semana. Boas leituras!

Apresentação do livro "Conto por Conto" na feira do livro das Caldas da Rainha

No âmbito da Feira do livro das Caldas da Rainha e do projecto «Olha-te», a Alfarroba e o autor José Ribeiro estiveram presentes com o livro "Conto por Conto", que reúne os cinco contos vencedores do concurso literário Alfarroba 2010/2011.


amo-te, amo-te, amo-te e mais amo-te

Com o tema "As conversas são como as cerejas" a autora do livro "Amo-te" - Salomé Pita - apresentou a sua obra, lançada em Fevereiro deste ano, na Biblioteca Municipal de Coimbra.





E este foi o último... este ano

Ontem contámos uma história de amor no lançamento do livro "Labirinto de nós".
Foi o último livro que a Alfarroba editou e publicou em 2011. Foi o ponto final perfeito.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A voar

Aviões, doces, leituras, crianças e muitos sorrisos... foi assim, este sábado na Bertrand do Forum Montijo, desta vez com a presença da personagem principal - a Anocas - e do Falcão Zeca.





Vamos beber um café e ler palavras em forma de versos



Porque as conversas são como as cerejas




Novos Livros - Revista de Leitores para Leitores: Paula Santos | "eu+tu=1"

Entrevista à Revista Novos Livros

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Eu+Tu+1»?
R- Representa um sonho de menina realizado. Desde criança que adoro ler e escrever e vejo reflectido neste livro o resultado de muitas horas de trabalho e dedicação, o que me faz reconhecer que quando lutamos por algo e trabalhamos por isso, os sonhos ganham vida! Lembro-me que há cerca de dois anos, quando acabei de escrever o "eu+tu=1" enviei-o para muitas editoras. Até que finalmente recebi uma resposta positiva da Alfarroba. É óbvio que fiquei muito contente, pois já estava a pensar em desistir. Penso que em Portugal se aposta pouco nos novos autores. A Alfarroba foi uma agradável surpresa! Este livro, apesar de ser uma comédia romântica aborda também temas muito fortes da nossa actualidade. A preocupação excessiva com a aparência, o tentar copiar os famosos, as relações parentais, etc. Creio que nos faz pensar um "bocadinho" na forma pela qual conduzimos a nossa vida.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R-Comecei por escrever um pequeno conto para um concurso literário. Mais tarde, já com a ideia de escrever um livro peguei nesse conto e desenvolvi-o até se tornar no "eu+tu=1". Sempre gostei muito de comédias românticas e ao escrever este livro, imaginei-o como um filme. Na minha cabeça, vejo a Maria e o Nuno (as personagens principais do livro) com um rosto, com sentimentos, com uma vida. Lembro-me perfeitamente que ao escrever certas "cenas" me ri sozinha, pois consegui imaginar as personagens naquelas situações. Aquando do lançamento do livro na Moita, a Andreia (editora Alfarroba) disse que era uma pena não haver uma imagem do Nuno no livro, pois isso disparariao número de vendas! E quem ler o livro, vai perceber porquê! Como referi anteriormente, este livro apesar de ser uma comédia aborda temas mais sérios e foi uma oportunidade de fazer chegar a um maior número de pessoas, certos pontos de vista meus acerca de temas bastante actuais.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Além do meu blogue onde escrevo quase diariamente, já comecei a escrever outro livro. Uma comédia menos romântica, mas igualmente interessante e de fácil leitura. A minha imagem de marca! Desta vez a polícia é envolvida na trama e mais não posso dizer. Tal como quando escrevi o "eu+tu=1", a história dá muitas voltas e o final que neste momento tenho em mente pode alterar-se. Mas estou entusiasmada com as ideias que estou a ter e acho que o resultado vai ser muito bom!
__________
Paula Santos
Eu+Tu=1
Alfarroba 12€

Mil Estrelas No Colo - Entrevista à autora do livro "Percepção" - Sara Farinha

Mil Estrelas No Colo - Entrevista à autora do livro "Percepção" - Sara Farinha


1 - Fala um pouco sobre ti.

32 anos de idade, nascida e criada em Lisboa, adora escrever, viajar, cantar e sair com os amigos. Licenciei-me em ‘Sociologia do Trabalho’, fiz selecção e recrutamento para uma empresa de Trabalho Temporário, fui formadora de adultos, entre muitas outras coisas. Sempre me senti uma auto-didacta que navegava pelos corredores da faculdade e depois pelos diversos empregos que tive, procurando aprender aquilo que me seria útil no futuro.
E todas estas actividades e experiências ajudaram-me a vir para casa e colocar o que sentia em papel. Desde miúda que a música e as letras me seduziam. Tenho inúmeras memórias de infância sobre as dificuldades e o prazer que sentia quando aprendia uma letra nova, uma língua estrangeira, me sentava pela primeira vez na escola primária, rabiscava em papéis soltos coisas sem sentido, ouvia elogios e críticas ao que sabia e ao que poderia vir a saber se me empenhasse. E isto sou eu, convicta de que, é a força de vontade e a recusa em desistir que nos permite a auto-realização pessoal. Que as boas intenções e os actos concordantes sobrepõem-se a tudo. Que se desejarmos algo do fundo do coração e agirmos em consonância, iremos aprender e concretizar o que nos predispomos a fazer.

2 - Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?
Influências são muitas, desde séries televisivas (Star Trek, Sherlock Holmes, Ficheiros Secretos, CSI, Vampire Diaries…), banda desenhada (Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men e Disney), cinema (O Corvo, Conan, Matrix, Lista de Schindler…), música (Muse, Metallica, Nightwish, Pantera…) e autores como Bram Stoker, Enid Blyton, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Anne Rice, J.R.R. Tolkien, Florbela Espanca, Oscar Wilde, J.K. Rolling, Dan Brown, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, J.R. Ward, Richelle Mead, Luis Sepúlveda… Quanto ao Género literário favorito dentro da Ficção gosto de Fantasia, Ficção Científica e Romance Fantástico.

3 - Quando soubeste que querias ser escritora e como foi o teu início na escrita?
Não sei se alguma vez houve um pensamento consciente em que afirmei “Quero ser escritora”. A escrita apareceu de forma natural na minha vida. São muitas as memórias de infância relacionadas com a escrita, de início letras e músicas e poesia, mais tarde prosa, inúmeros inícios de livros e histórias em tom de brincadeira. Recordo-me de escrever uma letra em Português para a música “Patience” dos Guns N’ Roses, algures entre os 8 e os 9 anos de idade, de criar um conto cujo tema era um mundo paralelo que vivia nas nuvens, um homicídio testemunhado por um candeeiro de rua, centenas de poemas, um início de um policial e, por fim, “Percepção, uma estranha realidade” e uma outra obra escrita durante o NaNoWriMo de 2010.

4 - Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?
Tenho rotinas distintas, dependendo do projecto em que esteja a trabalhar no momento. Como mantenho um trabalho diário com um horário normal, as noites e os fins-de-semana são os tempos que tenho para me dedicar à escrita. Diariamente, procuro escrever para o meu blogue http://sarinhafarinha.wordpress.com/, nos dias livres procuro desenvolver o meu último projecto, um livro novo cuja ideia tem levado bastante tempo a amadurecer, e aprender tudo o que puder sobre a arte de escrever. A imaginação flui quando estabelecemos tempo e paz para ela fluir.


5 - Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?

Durante anos fui perseguida por uma ideia que li numa daquelas análises de um site sobre o significado dos signos. Aí falavam de pessoas que eram muito sensíveis às emoções dos outros, que percebiam instantaneamente como as pessoas se sentiam à mínima interacção.
Esse texto permaneceu comigo até que decidi investigar o que havia na internet sobre o tema. Associada às “ciências” paranormais, esta capacidade aparecia em diversos sites, desde autênticas testemunhas de padecimento deste mal, até às correlações com o psiquismo e com a telepatia. A partir daí comecei a escrever sobre o tema, escolhendo ambiências e personagens e enquadrando a história numa espécie de ficção num mundo real. “Percepção” é um romance, uma fantasia urbana, uma história sobrenatural cheia de acção, passada numa das cidades mais cativantes do mundo, Londres.
“Percepção” conta a história de Joana e das suas tentativas em lidar com aquilo que ela considera uma maldição: o dom de ler as emoções e os pensamentos dos outros. Mostrando como Joana, face aos desafios que lhe foram impostos, aprendeu a adaptar-se à sua realidade psíquica e como esse entendimento lhe permitiu o amadurecimento pessoal necessário. À viagem de Joana junta-se Mark, um homem por quem ela se apaixona, e uma organização perigosa, o Convénio, que pretende subjugar todos os detentores deste dom, em benefício próprio.

6 - Quais os teus projectos futuros?

À excepção daqueles que a inspiração comandar, e que não posso prever, pretendo: Rever a história escrita durante o NaNoWriMo 2010 de título, ainda sujeito a alteração; Terminar a pesquisa para o meu terceiro projecto e começar a escrevê-lo. Este será algo um pouco mais sombrio, sobrenatural e com um tema que me fascina; E, talvez, escrever um segundo volume de “Percepção”.
Em simultâneo, pretendo assegurar o desenvolvimento do meu blogue no wordpress, e a manutenção das diversas páginas nas redes sociais associadas a mim como autora e ao livro “Percepção”. E possivelmente irei propor-me a novos desafios literários no ano de 2012, ainda em fase de planeamento e em segredo…

7 - Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?

Prefiro deixar-vos a minha perspectiva sobre o que significa ser escritor e a consequente publicação, que pensando bem, é a minha perspectiva sobre qualquer outra coisa na vida:
Aprender, querer saber sempre mais. Persistir, mesmo quando tudo se alinha a desfavor. Insistir, porque nada nos é dado sem esforço pessoal. Falhar, porque é a errar que aprendemos a melhorar. Escrever e ler, muito, sempre, porque se ama, porque é natural em nós. Esquecer preconceitos, para que nos possamos superar a nós mesmos e sermos livres e esclarecidos. Superar o medo, medo de exposição, de falhar, de julgamento alheio. Todas estas são batalhas diárias, constantes e na maioria dos casos, assustadoras. Todas elas nos tornam melhores pessoas e melhores escritores.

Perguntas rápidas:

Um livro:
“The Mad Fiddler” de Fernando Pessoa
Um autor (a):
J.R. Ward
Um actor ou actriz:
Anthony Hopkins
Um filme:
“Linha Mortal”
Um dia especial:
O dia de lançamento de “Percepção” (29/11/11)
Um desejo:
Aproveitar ao máximo o tempo de que disponho, para fazer aquilo que amo, rodeada por quem amo.