terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Tundra

Apresentação do conto a Tundra de Anabela Borges - março de 2012

A Tundra
(Cemitério de Memórias)

Uma idosa, lúcida e independente, conduz-nos no tempo, através das suas memórias. A Tundra surge como o “cemitério de memórias” de uma povoação do Norte de Portugal, memórias atestadas de crenças, vícios, amizades e desavenças, numa história atemporal. Como pano de fundo, vai sendo ridicularizada a ameaça de uma perigosa pandemia, que, apesar de pairar como uma constante, nunca chega verdadeiramente a instalar-se.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E falou-se de amor...

No dia 25 de fevereiro no Café Santa Cruz em Coimbra falou-se de amor, de amantes, de desamor e os presentes adquiriram o bilhete em forma de livro e de palavras para as viagens e histórias de amor.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mil Estrelas No Colo - Entrevista ao autor do livro "Amor carnal" - Pedro Pinto


Mil Estrelas No Colo - Entrevista ao autor do livro "Amor carnal" - Pedro Pinto


O autor Pedro Pinto gentilmente cedeu responder a algumas questões e aqui está o resultado. Espero que gostem, é desta forma que vamos conhecendo os mais recentes escritores da nossa geração.

1- Fala um pouco sobre ti:
Pedro Pinto (eu), é um jovem de 35 anos que finalmente teve a "coragem" de mostrar as divagações, os pensamentos, pujantes; no fundo, o que lhe vai na alma.

Ficção; sim, é ficção, da mais pura, ainda que estas e outras histórias pudessem ter sido vividas por cada um de nós: será que não foram?

Perdido, deambulando, pela cidade de Lisboa, encontra (encontro) imagens, quase que snapshots, de inspiração para a escrita.

Gosto de impactar sensações nas pessoas, gosto de sentir o feedback - até que ponto é que as pessoas (cada um de nós) consegue desafiar-se, consegue sair "outside the box"?

2 - Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?
As minhas influências são multiplas; posso referia Pedro Chagas Freitas, Francisco Salgueiro, Irvin D. Yalom ou até o Haruki Murakami - são influências "melting pot"

3 - Quando soubeste que querias ser escritor e como foi o teu início na escrita?
Desde adolescente que escrevo, escrevi sempre na penumbra (sem mostrar); inicialmente, no começo é estranho partilhar o que produzimos, com o tempo torna-se real / natural, torna-se como o oxigénio que respiramos - e assim tudo começa, assim tudo teve inicio.

4 - Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?
Sendo o escrever uma forma de respirar, fazê-lo não tem horário; escrever pode ocorrer na situação mais caricata possível de imaginar; contudo, à noite as ideias tendem a fervilhar com mais intensidade.

5 - Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?
Quando escuto falar de amor, oiço sempre um formato doce, uma esfera idílica, por vezes - quanto a mim - mais do mesmo; na obra, no livro, abordo outras formas mais "vivas" de amor, outros formatos, sem ter medo de represálias, desprovido de qualquer puritanismo - falo de prazer e todo o sentimento "escondido" nas entrelinhas do mesmo.

6 - Quais os teus projetos futuros?
Ao nível da escrita existe um romance, ainda em fase embrionária; possivelmente bem diferente do "Amor Carnal", talvez mais próximo dos jovens, certamente passível de ser vivenciado ao ser lido.

7 - Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?
Persistência, sem dó: persistência! - jamais desistir ao primeiro não.

Perguntas rápidas:
Um livro: Mentiras no Divã - Irvin D. Yalom
Um autor (a): Irvin D. Yalom, Salman Rushdie, Haruki Murakami
Um ator ou atriz: Jeremy Irons
Um filme: Lost in Translation - Sofia Coppola
Um dia especial: 10 Fevereiro de 2012 - Lançamento do livro "Amor Carnal"
Um desejo: Continuar a escrever: sempre!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Comemorámos o dia dos namorados mais cedo

Comemorámos o dia dos namorados mais cedo com o lançamento do livro de Pedro Pinto "Amor carnal" no Magnólia Caffé em Lisboa.

Foi intimista.
Foi denso.
Foi direto.
Foi tudo, pois o excesso estava na medida certa!



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inventa, reinventa e torna a inventar




Vamos falar de Amor sem dizer AMO-TE

Este ano a Alfarroba quis ouvir palavras de amor.

Este ano a Alfarroba quis falar com os amantes, com os namorados e com todos os leitores que gostam de se enrolar em palavras quentes.

Por isso, propomos 2 encontros com várias formas de falar de amor sem dizer amo-te.

Iremos estar no BOTEQUIM, em Lisboa, no dia 14 de fevereiro à noite e em Coimbra no CAFÉ SANTA CRUZ, no dia 25 de fevereiro à tarde.

Venham falar e ouvir falar de amor.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Morrighan: Entrevista a Ricardo Tomaz Alves


Morrighan: Entrevista a Ricardo Tomaz Alves


Sobre mim:

Não sou bom a falar de mim, acredito que uma pessoa possa levar uma vida inteira sem se conhecer totalmente, é um factor que nos dá graça e torna imprevisíveis. De qualquer forma sei que sou calmo, caseiro, cinéfilo, pouco falador, um lutador no que a mim diz respeito. Extremamente sonhador, bem podia ter um quarto nas nuvens só para mim. Adoro tocar e criar música e considero-me criativo por natureza.

Estilo e Ritmo de Escrita:
Não pretendo ser um escritor de estilo único porque que acabaria por oferecer sempre mais do mesmo ao leitor, mas antes do género multifacetado, explorando vários estilos e abordar várias técnicas, evitando a repetição e previsibilidade.

Influências:
Tornei-me um leitor compulsivo com os livros juvenis de suspense e terror “Arrepios” que li e coleccionei durante a minha adolescência, pelo que posso considerar R.L. Stine a minha maior influência enquanto escritor, pela vontade que me deu de escrever e fazer algo do género, sentimento que foi reforçado mais tarde por J. K. Rowling com a magia não só fantasiosa mas literária de “Harry Potter”. Com Dan Brown aprendi a estruturar um livro de forma a manter um bom ritmo de leitura e a torná-lo apelativo e interessante e com José Saramago que nem tudo o que escreveria tinha de ser fantasia ou imaginário, mas que a reflexão faria parte do conteúdo dos meus textos. A certa altura percebi que para me enriquecer tanto como leitor e escritor os contemporâneos não chegavam e teria de explorar os clássicos literários, tendo assim descoberto Dostoievski, que passou a ser o meu escritor de eleição bem como o “seu” existencialismo, que passou a fazer parte da minha escrita e “D. Quixote de la Mancha”, actualmente meu livro preferido. Tudo o que leio acaba, de uma forma ou outra, influenciar a minha escrita, já que me oferece mais maturidade e a possibilidade de poder distinguir o que posso ou não utilizar quando escrevo, separando o que no meu ponto de vista será bom ou mau para a sua qualidade.

Fala-nos um pouco sobre a tua obra:
“A Devota” conta uma história passada nos subúrbios e vila de Sintra, em locais secretos que desafiam a imaginação e que retratam a luta interior de uma jovem que terá de ultrapassar as difíceis fases da infância e adolescência enquanto enfrenta a luta interior de acreditar ou não no que lhe é dito e ensinado, enfrentando vários desafios à sua fé e psique.
Sei que hoje em dia é difícil um autor português conseguir ver a sua obra publicada. Como foi o processo de edição? Não foi complicado, mas moroso. Não foi complicado porque enviar um e-mail com um ficheiro em Word ou PDF de um livro que escrevemos para uma editora não é nada de extraordinário, mas moroso porque tive de esperar algum tempo para receber respostas negativas. Às tantas fartamo-nos de ouvir “nãos”, mas não pode ser algo que nos faça desistir, principalmente quando temos confiança no nosso trabalho e no projecto que estamos a tentar concretizar. Foi aí que recebi o contacto da Alfarroba com quem foi possível acertar agulhas quanto ao que cada parte podia esperar da outra. Chegámos a acordo e até agora tem resultado, muito devido ao profissionalismo e competência e, devo sublinhar, criatividade dos responsáveis.

Projectos Futuros:
Num futuro próximo lançarei com a minha banda Jack & Dante o nosso primeiro álbum, que estamos a gravar nos Estúdios Thape e que sucederá ao E.P. “Por debaixo da Casa Animada”. Gostaria também de publicar um segundo livro ainda em 2012, se assim for possível e se se reunirem as condições para que tal aconteça.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Resultados do concurso Alfarroba 2011/2012 "O Retângulo"


Eis os vencedores:

Raquel Silva
José Cabral
Donzília Martins
João Barreta
Vítor Baptista
Humberto Oliveira
Elsa Filipe
Marta Silva


Os vencedores verão o seu texto publicado em livro pela Alfarroba... muito em breve!
Parabéns a todos!

Nota: A editora reserva-se o direito à seleção de apenas 8 textos, de acordo com o regulamento e critérios pré-estabelecidos do concurso literário.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lusos, tugas, portugueses, somos desta terra e gostamos. A Alfarroba tem gente e gente que gosta de ser portuguesa e da nossa língua. Por isso trabalhamos em português e em Portugal, editamos histórias escritas em português, desenhamos e imprimimos livros em Portugal. Espalhamos as nossas palavras, as nossas histórias, pela nossa terra.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ao domingo com... Célia Loureiro

Ao domingo com... Célia Loureiro


Não me recordo do momento exacto em que comecei a escrever. Lembro-me, contudo, que antes de saber fazê-lo já inventava histórias, mas contava-as através de ilustrações. Mais tarde, por volta dos dez, doze anos, comecei a criar pequenos enredos, relativamente simples, baseados não na minha vida, mas nas suas possibilidades. Recordo-me que teriam cerca de doze páginas, gradualmente ampliadas que, conforme cresciam, iam contanto histórias mais complexas. Costumo pensar para mim que a escrita é um trabalho solitário, e felizmente assim é. Não segui arquitectura, como cheguei a ambicionar, porque não tinha jeito com números. O meu talento, se tenho algum, prende-se com as letras. E acabei por ser arquitecta. Crio mundos, pessoas, situações. Dou-lhes as cores, a dimensão e a profundidade que entendo. Atiro-os ao chão e levanto-os. Geralmente, a minha inspiração vem de histórias próximas, e ficciono-as, manipulo os acontecimentos, as épocas, as reacções, até explorar uma outra possibilidade de final, que não a autêntica. Resumidamente, aplico massivamente o e se?

Quando, em 2009, abri pela primeira vez o documento que intitulei de imediato de "Demência", sabia que não seria um daqueles rascunhos a ser eliminados ou abandonados mais tarde. Como frequentemente, tinha duas histórias paralelas, uma que se desenrolou no passado e que explica grande parte do presente, e outra a suceder actualmente e a necessitar de ser resolvida. Deste modo, juntei duas personagens que há muito pairavam na minha mente - uma senhora a começar a padecer de Alzheimer, e uma jovem mãe vítima de violência doméstica, pressionada ao limite e autora de um crime socialmente imperdoável, especialmente em meios reduzidos, como é o caso. Quis que ambas as personagens fossem protagonistas de uma história de sobrevivência, que as suas essências coincidissem nesse ponto e fossem motivo de incompreensão mútua. Quis valer-me da ironia da vida, do destino, dos caminhos que parecem despregados e que se entrelaçam e fazem sentido em situações impensáveis. Quis incluir um pouco do improvável neste enredo realista. Creio que os acontecimentos retratados são familiares a muitos portugueses. Nem que provenham da história de um primo afastado ou de uma vizinha. Considero que este romance é uma deambulação no nevoeiro. As personagens estão interiormente atormentadas por erros que cometeram ou obstáculos que não conseguem transpor e fica ao vosso critério descobrir se virá, ou não, o tão desejado sol sobre as suas cabeças. Quis dar azo a um debate social - velhice, solidão, aborto, pobreza, violência doméstica, justiça, doenças degenerativas, tradição - e a uma luta interior - culpa, arrependimento, sacrifício, redenção e desespero. E creio que o consegui. Reafirmo que esta história não é, especificamente, a história de ninguém. Mas é, seguramente, a história de alguém.

Célia Correia Loureiro

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Opinião do livro "Percepção"

Mil Estrelas No Colo


Título: Percepção, uma estranha realidade
Autor: Sara Farinha
Editora: Editora Alfarroba
Edição: 29 de Novembro 2011

Sinopse: Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo. As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.

A minha opinião:
Quando comecei a ler este livro estava muito curiosa porque pela sinopse não sabia muito bem o que esperar e não fazia ideia do que se tratava.
Nesta história conhecemos Joana que é uma sensitiva,(não quero explorar muito este conceito para serem surpreendidos quando lerem o livro, tal como eu fui surpreendida!) que se muda para Londres para tentar viver uma vida normal, sem os olhares de julgamento da sua família, vizinhos, etc.
Conhece Mark e é a partir daí que a sua vida muda completamente! É com ele que Joana começa a se conhecer mais profundamente e finalmente acaba por descobrir o que realmente é e todas as coisas de que é capaz de fazer.

Gostei deste livro e claro que o ponto principal é este tema, novo (pelo menos para mim!) e muito interessante. Confesso que no início houve momentos que pensei que iria-me ser apresentada mais uma Sookie da série Sangue Fresco de Charlainne Harris, mas ainda bem que estava enganada, porque não tem nada a ver!

Achei que a personagem principal está muito bem construída e explorada e os personagens secundários tem um papel importante em todo o trama da história. Como ponto negativo tenho a salientar a pouca exploração do Convénio e da relação de Mark e Joana. Confesso que se houvesse mais cenas entre eles (talvez até mais intimas) o livro poderia ser ainda mais interessante. Mas talvez a autora queira deixar essa parte para um segundo livro que eu fico a aguardar!

Parabéns Sara! Gostei muito e recomendo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Boa tarde queridos leitores! Hoje apresento-vos mais uma autora portuguesa que se estreou recentemente no mundo literário enquanto autora. Conheçam a Sara Farinha!

Fala-nos um pouco sobre ti:
Sou alfacinha de gema, que vive numa cidade feita de contrastes e com um percurso pessoal que exigiu esforço e motivação, às vezes contra todas as probabilidades. Adoro escrever e adoro histórias, sejam relatos reais das pessoas com quem me cruzo, livros, filmes, séries televisivas, letras de música ou poesia. Adoro a língua inglesa, música, cantar, viajar e fotografar. Os amigos e a família são muito importantes, e valorizo a sua presença tanto quanto valorizo estar sozinha.
Sou curiosa por natureza e gosto de encontrar explicações lógicas para aquilo que me rodeia. Sou alguém que, perante as dificuldades, arranjo maneira e quando confrontada com obstáculos procuro compreendê-los e ultrapassá-los. Acredito em valores orientadores e frequentemente me debato com as falhas humanas e os seus motivos. Reflicto muito sobre o que se passa à minha volta e sobre como mudar em mim e nos outros aquilo que não me agrada. Sou uma eterna insatisfeita, uma perfeccionista que não tem medo de assumir erros, apesar destes serem duros golpes. E acredito piamente que, quando queremos algo arranjamos maneira.

Qual é o teu estilo e ritmo de escrita:
Quanto ao estilo de escrita, gosto de acção, emoção, romance e fantasia. Tento escrever histórias com um ritmo rápido, que sejam emocionantes e que fujam da descrição excessiva. Gosto de explorar géneros e estilos, procuro aprender sobre a arte da escrita, e agrada-me misturar realidade e ficção numa mesma história.
Quanto ao ritmo de escrita há sempre mais do que um projecto a decorrer o que significa que cada um deles tem um ritmo próprio. O blogue necessita de atenção quase diária, os contos de atenção esporádica, os poemas de inspiração fulminante, os livros de pesquisa, execução e revisão continuada. Escrevo quase todos os dias, para projectos diferentes e com níveis de dificuldade diferentes.

Quais são as tuas influências:
O meu pai influenciou muito daquilo que sou, proporcionou-me as bases e incentivou-me a pensar por mim própria. Os livros que ele comprava, fossem para ele ou para mim, fizeram o resto. Obras como “Marune Alastor 933”, “Hamlet”, “Os Cinco”, “Homem-Aranha”, “X-Men”, “Drácula de Bramstoker”, “A Flecha Negra”, “The Mad Fiddler”, “Os Maias”, ocuparam parte da minha infância e adolescência.
Consumidora assídua de filmes e séries televisivas (ainda antes de saber ler), tenho boas (e más) memórias de “Modelo e Detective”, “V - A Batalha Final”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Exterminador Implacável”, “A Guerra das Estrelas”, “Poirot”, “Ficheiros Secretos”, “Linha Mortal”, entre muitas outras histórias.
Actualmente prefiro sobrenatural, fantástico, steampunk, romance, policiais, e ficção científica. Géneros que sempre me acompanharam e que têm vindo a banalizar-se, perdendo o estigma duvidoso que tinham.

O que te levou a escrever na área do sobrenatural?
O facto de serem as minhas histórias preferidas. Adoro a magia dos mundos inventados, a imaginação que possibilita e sustenta esses livros e filmes. Agrada-me escrever sobre coisas que não são reais, imaginar mundos e personagens, enredos e complicações. Gosto especialmente daquelas histórias que, sendo fantasia poderiam perfeitamente ser reais, que são uma espécie de fundamentação científica da fantasia.
Ler uma história é uma forma de nos afastarmos da nossa realidade e de viver aventuras que, de outra forma não poderiam ser vividas. E é isso que me agrada na literatura fantástica, esse poder de nos transportar para outras vivências, de introduzir alguma magia na nossa vida. E se isto me seduz como leitora, também o faz como autora.

Como foi o caminho até à publicação deste teu primeiro romance? Tiveste muitas dificuldades em publicar? Fala-nos um pouco sobre esse processo.
Há uns tempos atrás escrevi no meu blogue que o mercado Português é tão grande como uma ervilha… e desidratada. Há espaço para alguns, mas não para muitos e gostaria de acreditar que esses alguns seriam os melhores.
Posso descrever a minha experiência pessoal, na publicação deste primeiro livro, como expectável. Primeiro tentei perceber como funcionava o mercado literário português, como as editoras trabalham e quais as experiências daqueles que já haviam passado por isto, para acautelar desilusões. Depois, reuni coragem, e comecei a enviar alguns e-mails para editoras que publicam dentro do género literário de “Percepção”. Algumas editoras não deram qualquer resposta. Duas mostraram-se interessadas em publicar.
A Alfarroba foi a escolha que, para mim, fez sentido. Estou muito satisfeita com o trabalho deles e com o apoio e a prontidão de resposta. E nunca tive ilusões que publicar envolve esforço, compromisso e persistência da minha parte.

Tens tido feedback dos teus leitores? Como é que gostas de interagir com eles?
Tenho tido algum feedback, não tanto nem tão público como gostaria, como é habitual. Algumas reacções foram excelentes e deixaram-me muito orgulhosa. Procuro incentivar o contacto quer nos blogues (pessoal e do livro), como nas páginas de Facebook (pessoal e livro), no Twitter, Goodreads e Google+. Mas sei que a maioria das pessoas limita as suas interacções a “Gostos”, ainda somos um povo algo tímido (e desconfiado) no que diz respeito à interacção através da www.

Projectos Futuros:
Mantendo o meu lema de ‘Aprender todos os dias algo novo’, tenho algumas ideias em mente e projectos em andamento. Neste momento encontro-me a escrever um terceiro livro. Planeei começar a escrevê-lo no início de 2012, mas a inspiração manifestou-se nos últimos dias. E apesar de ainda andar às voltas com algumas partes da história, não tive como evitar este início.
Tenho uma outra história à espera de revisão e estou a ponderar disponibilizá-la online. Adorei escrevê-la e ia odiar mantê-la na gaveta virtual para sempre, mas isto implica ter tempo para fazer a revisão e uma investigação cuidada sobre e-books. Mais um projecto a executar em breve.
Continuar a divulgar o meu primeiro livro publicado. E claro, manter o meu blogue a funcionar em pleno (http://sarinhafarinha.wordpress.com/).

E a pergunta da praxe: o que achas do blog Morrighan?
Descobri este blogue há algum tempo e confesso que o que me atraiu primeiro foi a sua faceta de divulgação do paganismo. Ao explorar os vários artigos descobri um espaço virtual interessante, cheio de novidades literárias, que tenho tido muito gosto em acompanhar. É um blogue que faz parte da minha lista de links “Inspiradores” e que visito sempre com prazer.
Quero agradecer à Sofia Teixeira pelo interesse demonstrado assim como, pelo bom trabalho desenvolvido neste blogue. Desejo-lhes os maiores sucessos e muitos anos de bons artigos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A baloiçar



A Alfarroba irá estar em balanço até ao próximo dia 10 de janeiro. Receberemos todas as informações, e-mails e telefonemas, mas poderemos não ser tão breves na resposta.
Obrigado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo, palavras acordadas

Com a entrada do novo ano, todas as comunicações internas e externas da Alfarroba passarão a ser efetuadas segundo as normas do Novo Acordo Ortográfico, devidamente identificadas pelos seguintes logos:




As edições, publicações, formações e serviços irão manter-se identificados com o logo do Novo Acordo Ortográfico, se for o caso.

Já andamos de volta de um novo país

Terminou no dia 31 de Dezembro a recepção de contos para o concurso literário Alfarroba 2011/2012 "O Rectângulo".

No final de Janeiro serão revelados os dez países mais promissores.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bloco de Devaneios - Entrevista à autora Sara Farinha

Bloco de Devaneios - Entrevista à autora Sara Farinha


Alguma vez tiveste medo de que não funcionasse?

Enquanto o escrevia consolava-me com a ideia de que ninguém o iria ler. Em cada etapa deste longo caminho tive medo de que não funcionasse. Ontem tinha medo de que não funcionasse. Neste momento tenho medo de que não funcione. E daqui a dez anos estarei convencida de que não funcionou.

“Percepção” é o primeiro passo na minha aprendizagem como autora. É a minha primeira obra, é o depósito de todas as minhas esperanças e a minha primeira experiência pública como escritora de obras mais extensas.

Quanto àquilo que não funcionar? Só poderei comprometer-me a identificar o que não correu como eu gostaria e predispor-me a fazer melhor na próxima vez. Garanto que neste momento, já estou empenhada em fazer melhor. A preparar-me para não recear aquilo que se desconhece.

Qual é que achas que é o público-alvo do teu livro?

Jovens adultos, mulheres e homens que gostem de ler, que apreciem ficção, fantasia urbana, romance e sobrenatural. Pessoas que gostem de fantasia, mas que não se esqueçam do mundo real. Pessoas inquisitivas, imaginativas, independentes e perspicazes. Mas como li algures, uma boa história não discrimina ninguém.

Podemos ficar à espera de outro livro teu?

Sim. Não sei qual a conjuntura em que isso acontecerá mas, “Percepção” foi a primeira história, a par dela tenho um outro livro a precisar de revisão e uma outra história a ganhar forma. E quem sabe qual delas poderá vir a público? Talvez uma sequela de “Percepção”, ou uma outra história ainda no reino das ideias…

Que importância atribuis à blogosfera literária?

A blogosfera tem mudado o mundo. Aproxima pessoas, espalha ideias, divulga as artes e no campo da literatura, tem tido uma importância crescente. As plataformas de autor têm invadido a blogosfera, os blogues literários têm ajudado a passar a mensagem, a internet facilita a disseminação do conhecimento e tem ajudado todos aqueles que, como eu, procuram aceder àquilo que se produz noutros lados do mundo. Actualmente, noventa porcento da divulgação de um produto passa pela internet e para os autores cuja obra só faz sentido quando partilhada com o mundo, a blogosfera literária é um veículo poderoso no acto de espalhar a mensagem.

Eu ando por lá há quatro anos (http://sarinhafarinha.wordpress.com/), e considero-a uma ferramenta indispensável para a disseminação do conhecimento e para a promoção do entendimento global.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Falta pouco mais de uma semana



Imagine um rectângulo.
Pode até desenhá-lo. Coloque aí 10 milhões de seres humanos.
Agora ponha a coisa a funcionar.
Você tem o poder.
Cria uma organização chamada Estado? Com que funções? Como lhes paga? Cobra à restante população uma taxa? Quais os limites?
Esqueça históricos de modelos políticos. Faça a coisa ao seu jeito.
Chega de se queixar dos outros.
Crie o seu próprio modelo.


Até 31 de Dezembro de 2011, envie-nos o seu país, num máximo de 3000 palavras,
em ensaio, prosa, poesia, humor, ao seu estilo!
Os 10 rectângulos mais promissores serão editados em livro.
Para detalhes, informações e regulamento:

e-mail: geral@alfarroba.com.pt
telefone: 210 998 223

Sim, foi uma noite SOBERBA!

A apresentação e sessão de autógrafos do livro "Soberba Escuridão" de Andreia Ferreira na Bertrand de Braga, revelou-se um momento soberbo de partilha e de conversa.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ao domingo com... Marina Santos

Ao Domingo com... Marina Santos


"Decorria o ano de 2000 quando comecei a amadurecer a ideia de escrever aventuras infanto-juvenis.

Em primeiro lugar pensei na identidade das personagens principais das histórias e, automaticamente, lembrei-me de criar um clube inspirado no meu grupo de amigos de férias e fins-de-semana.

Para local central da acção escolhi, claro, o sítio onde nos costumamos juntar: a bonita vila piscatória da Ericeira. Assim surgiu o “Clube dos Exploradores”, um grupo formado por oito jovens e dois cães, cuja sede, para as suas reuniões, seria uma espectacular gruta, e que se dedicaria a resolver mistérios de teor policial.

Com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, Joana, Patrícia, Tiago, Fedra, Elsa, André, Rita e Miguel, na companhia do pastor alemão Marty e da boxer Gi, começavam assim a viver uma imparável sucessão de acontecimentos fantásticos. Estas personagens encontram-se incluídas num universo mais vasto de familiares e amigos – personagens secundárias permanentes – que lhes dão profundidade e as enquadram.

Baseados em factos e locais verídicos, os enredos têm sempre ligação com elementos históricos, lendas e questões sociais e ecológicas.
Tendo a edição a cargo de Alfarroba Edições desde Outubro de 2010 e as ilustrações de Filipa Cabral e Joana Amaro da Costa, cada história é independente, havendo no entanto uma sequência temporal e de acontecimentos.
Por tudo isto, nada melhor do que, começando pela primeira, conhecer todas as aventuras do “Clube dos Exploradores”, espero que vos dê tanto prazer ler como me deu escrever:


1.º O Clube dos Exploradores
2.º Os Exploradores em acção
3.º Os Exploradores e o baile de máscaras
4.º Os Exploradores e o amigo “pintas”
5.º Os Exploradores em defesa do rio
6.º Os Exploradores no túnel dos contrabandistas"

Descobrimos o que os Exploradores fizeram no domingo!

Descobrimos o que os Exploradores fizeram no domingo!

Ou melhor, descobrimos a sua autora - Marina Santos - no Intermarché de Mafra com os seus pequenos fãs.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ponto final


Editámos e publicámos ontem o último livro da Alfarroba em 2011.
Foi o ponto final perfeito.

Estamos já a preparar o ano de 2012, com algumas mudanças para breve.

Mas primeiro vamos de fim-de-semana. Boas leituras!

Apresentação do livro "Conto por Conto" na feira do livro das Caldas da Rainha

No âmbito da Feira do livro das Caldas da Rainha e do projecto «Olha-te», a Alfarroba e o autor José Ribeiro estiveram presentes com o livro "Conto por Conto", que reúne os cinco contos vencedores do concurso literário Alfarroba 2010/2011.


amo-te, amo-te, amo-te e mais amo-te

Com o tema "As conversas são como as cerejas" a autora do livro "Amo-te" - Salomé Pita - apresentou a sua obra, lançada em Fevereiro deste ano, na Biblioteca Municipal de Coimbra.





E este foi o último... este ano

Ontem contámos uma história de amor no lançamento do livro "Labirinto de nós".
Foi o último livro que a Alfarroba editou e publicou em 2011. Foi o ponto final perfeito.