quinta-feira, 15 de março de 2012

Apresentações do conto "A Tundra"

Conto "A Tundra" de Anabela Borges" do livro "Conto por Conto"

Semana da Leitura

AGRUPAMENTO DE LAGARES




AGRUPAMENTO DR LEONARDO COIMBRA LIXA




AGRUPAMENTO AMADEO DE SOUZA CARDOSO


Conto "A Tundra" do livro "Conto por Conto" no Jornal da Lixa




Novos Livros - Revista de Leitores para Leitores: Pedro Pinto | "Amor carnal"

Entrevista à Revista Novos Livros


1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Amor Carnal»?
R- "Amor Carnal" é uma sucessão de "Polaroids" sobre os vários tipos de amor - alguns conotados como marginais -; amores, paixões, formas de viver, de sobreviver à falta de amor. Em termos conceptuais é o amor para além do que grande parte de nós fomos formatados; sim, porque o Amor assume várias formas, as quais nem sempre concordantes com o que os outros ficcionam sobre o amor. A pergunta que fica no ar é: até onde é que cada um está disposto a ir, ou a ceder, pelo verdadeiro amor?

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R-A ideia subjacente – o projeto – foi e é – agora concretizado – um bilhete só de ida para o vício que pode ser o amor; uma passagem de qualquer parte do mundo para o acesso a outro, mais elevado, sem possibilidade de retorno. Pretende-se – pretendo – que cada leitor tenha um turbilhão de emoções: que fique incomodado, que se reveja, que reveja um conhecido, um amigo, uma amiga, amante ou qualquer outro tipo de parentesco, ou ligação, e pense: amar é algo transcendentalmente global e universal – mas sem barreiras nem limites. Porque é que nos limitamos tanto quando podemos ser felizes?

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-O futuro apresenta-se como o aqui e agora, um já, em que estou a desafiar-me a produzir um conto, um romance, bem como algumas colaborações pontuais nos média. Escrever é respirar: eu respiro todos os dias; ler é saborear o respirar: leio (lemos) todos os dias. O desafio é permitir-nos – permitir-me – “suar-nos” acutilantemente o que nos vai na alma e poder partilhar isso mesmo – e ecoar - com todos os leitores.
__________
Pedro Pinto
Amor Carnal
Alfarroba, 10€

segunda-feira, 12 de março de 2012

"Al" de Alfarroba, "Al" de Alcochete

Por cá vemos disto...





E o arrebatamento aconteceu

O arrebatamento das ondas em forma de palavras aconteceu este sábado, em Almada, com o lançamento do livro "O teu relâmpago na minha paz" da autoria de Luís Miguel Raposo, apresentado por Célia Correia Loureiro, autora do livro "Demência" e Andreia Varela, editora da Alfarroba.




Abriram a caixa de Hipátia

"Quando entrares no quarto de Hipátia, não faças barulho. Deixa primeiro os flamingos se habituarem à tua presença. Depois, senta-te no canapé de palha bordada à mão e lê o livro, dá-lhe voz."

(Elisabete Bárbara in "A Caixa de Hipátia)

E como ela lhe deu voz!...
Cativou de tal forma os alunos do 8.º ano que pediram para ela não parar de ler...



quarta-feira, 7 de março de 2012

Encontro com alunos

A poucos dias de iniciar mais um ciclo de encontros com alunos, em bibliotecas escolares e municipais, recordo aqui a minha ida à Escola EB1/JI N.º 7 de Odivelas, na Arroja. Foi no dia 6 de abril de 2011 e confesso que fiquei bastante surpreendida com tudo o que aqueles meninos sabiam acerca do “Clube dos Exploradores” e com todo o trabalho realizado, orientado pelas respetivas professoras, sobre a primeira aventura da coleção: desde a criação de uma capa alternativa para o livro, passando por quadras alusivas à história, à conversão de alguns capítulos em banda desenhada. ADOREI! Muitos Parabéns pelos magníficos trabalhos e muito obrigada por tanto empenho e dedicação.

Marina Santos





sexta-feira, 2 de março de 2012

Semana da leitura - Clube dos Exploradores

Mesmo antes do 7.º volume (a ser lançado em abril), a autora da coleção Clube dos Exploradores vai ter vários encontros durante a semana da leitura. Depois contamos as novidades. :-)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Tundra

Apresentação do conto a Tundra de Anabela Borges - março de 2012

A Tundra
(Cemitério de Memórias)

Uma idosa, lúcida e independente, conduz-nos no tempo, através das suas memórias. A Tundra surge como o “cemitério de memórias” de uma povoação do Norte de Portugal, memórias atestadas de crenças, vícios, amizades e desavenças, numa história atemporal. Como pano de fundo, vai sendo ridicularizada a ameaça de uma perigosa pandemia, que, apesar de pairar como uma constante, nunca chega verdadeiramente a instalar-se.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E falou-se de amor...

No dia 25 de fevereiro no Café Santa Cruz em Coimbra falou-se de amor, de amantes, de desamor e os presentes adquiriram o bilhete em forma de livro e de palavras para as viagens e histórias de amor.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mil Estrelas No Colo - Entrevista ao autor do livro "Amor carnal" - Pedro Pinto


Mil Estrelas No Colo - Entrevista ao autor do livro "Amor carnal" - Pedro Pinto


O autor Pedro Pinto gentilmente cedeu responder a algumas questões e aqui está o resultado. Espero que gostem, é desta forma que vamos conhecendo os mais recentes escritores da nossa geração.

1- Fala um pouco sobre ti:
Pedro Pinto (eu), é um jovem de 35 anos que finalmente teve a "coragem" de mostrar as divagações, os pensamentos, pujantes; no fundo, o que lhe vai na alma.

Ficção; sim, é ficção, da mais pura, ainda que estas e outras histórias pudessem ter sido vividas por cada um de nós: será que não foram?

Perdido, deambulando, pela cidade de Lisboa, encontra (encontro) imagens, quase que snapshots, de inspiração para a escrita.

Gosto de impactar sensações nas pessoas, gosto de sentir o feedback - até que ponto é que as pessoas (cada um de nós) consegue desafiar-se, consegue sair "outside the box"?

2 - Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?
As minhas influências são multiplas; posso referia Pedro Chagas Freitas, Francisco Salgueiro, Irvin D. Yalom ou até o Haruki Murakami - são influências "melting pot"

3 - Quando soubeste que querias ser escritor e como foi o teu início na escrita?
Desde adolescente que escrevo, escrevi sempre na penumbra (sem mostrar); inicialmente, no começo é estranho partilhar o que produzimos, com o tempo torna-se real / natural, torna-se como o oxigénio que respiramos - e assim tudo começa, assim tudo teve inicio.

4 - Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?
Sendo o escrever uma forma de respirar, fazê-lo não tem horário; escrever pode ocorrer na situação mais caricata possível de imaginar; contudo, à noite as ideias tendem a fervilhar com mais intensidade.

5 - Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?
Quando escuto falar de amor, oiço sempre um formato doce, uma esfera idílica, por vezes - quanto a mim - mais do mesmo; na obra, no livro, abordo outras formas mais "vivas" de amor, outros formatos, sem ter medo de represálias, desprovido de qualquer puritanismo - falo de prazer e todo o sentimento "escondido" nas entrelinhas do mesmo.

6 - Quais os teus projetos futuros?
Ao nível da escrita existe um romance, ainda em fase embrionária; possivelmente bem diferente do "Amor Carnal", talvez mais próximo dos jovens, certamente passível de ser vivenciado ao ser lido.

7 - Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?
Persistência, sem dó: persistência! - jamais desistir ao primeiro não.

Perguntas rápidas:
Um livro: Mentiras no Divã - Irvin D. Yalom
Um autor (a): Irvin D. Yalom, Salman Rushdie, Haruki Murakami
Um ator ou atriz: Jeremy Irons
Um filme: Lost in Translation - Sofia Coppola
Um dia especial: 10 Fevereiro de 2012 - Lançamento do livro "Amor Carnal"
Um desejo: Continuar a escrever: sempre!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Comemorámos o dia dos namorados mais cedo

Comemorámos o dia dos namorados mais cedo com o lançamento do livro de Pedro Pinto "Amor carnal" no Magnólia Caffé em Lisboa.

Foi intimista.
Foi denso.
Foi direto.
Foi tudo, pois o excesso estava na medida certa!



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inventa, reinventa e torna a inventar




Vamos falar de Amor sem dizer AMO-TE

Este ano a Alfarroba quis ouvir palavras de amor.

Este ano a Alfarroba quis falar com os amantes, com os namorados e com todos os leitores que gostam de se enrolar em palavras quentes.

Por isso, propomos 2 encontros com várias formas de falar de amor sem dizer amo-te.

Iremos estar no BOTEQUIM, em Lisboa, no dia 14 de fevereiro à noite e em Coimbra no CAFÉ SANTA CRUZ, no dia 25 de fevereiro à tarde.

Venham falar e ouvir falar de amor.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Morrighan: Entrevista a Ricardo Tomaz Alves


Morrighan: Entrevista a Ricardo Tomaz Alves


Sobre mim:

Não sou bom a falar de mim, acredito que uma pessoa possa levar uma vida inteira sem se conhecer totalmente, é um factor que nos dá graça e torna imprevisíveis. De qualquer forma sei que sou calmo, caseiro, cinéfilo, pouco falador, um lutador no que a mim diz respeito. Extremamente sonhador, bem podia ter um quarto nas nuvens só para mim. Adoro tocar e criar música e considero-me criativo por natureza.

Estilo e Ritmo de Escrita:
Não pretendo ser um escritor de estilo único porque que acabaria por oferecer sempre mais do mesmo ao leitor, mas antes do género multifacetado, explorando vários estilos e abordar várias técnicas, evitando a repetição e previsibilidade.

Influências:
Tornei-me um leitor compulsivo com os livros juvenis de suspense e terror “Arrepios” que li e coleccionei durante a minha adolescência, pelo que posso considerar R.L. Stine a minha maior influência enquanto escritor, pela vontade que me deu de escrever e fazer algo do género, sentimento que foi reforçado mais tarde por J. K. Rowling com a magia não só fantasiosa mas literária de “Harry Potter”. Com Dan Brown aprendi a estruturar um livro de forma a manter um bom ritmo de leitura e a torná-lo apelativo e interessante e com José Saramago que nem tudo o que escreveria tinha de ser fantasia ou imaginário, mas que a reflexão faria parte do conteúdo dos meus textos. A certa altura percebi que para me enriquecer tanto como leitor e escritor os contemporâneos não chegavam e teria de explorar os clássicos literários, tendo assim descoberto Dostoievski, que passou a ser o meu escritor de eleição bem como o “seu” existencialismo, que passou a fazer parte da minha escrita e “D. Quixote de la Mancha”, actualmente meu livro preferido. Tudo o que leio acaba, de uma forma ou outra, influenciar a minha escrita, já que me oferece mais maturidade e a possibilidade de poder distinguir o que posso ou não utilizar quando escrevo, separando o que no meu ponto de vista será bom ou mau para a sua qualidade.

Fala-nos um pouco sobre a tua obra:
“A Devota” conta uma história passada nos subúrbios e vila de Sintra, em locais secretos que desafiam a imaginação e que retratam a luta interior de uma jovem que terá de ultrapassar as difíceis fases da infância e adolescência enquanto enfrenta a luta interior de acreditar ou não no que lhe é dito e ensinado, enfrentando vários desafios à sua fé e psique.
Sei que hoje em dia é difícil um autor português conseguir ver a sua obra publicada. Como foi o processo de edição? Não foi complicado, mas moroso. Não foi complicado porque enviar um e-mail com um ficheiro em Word ou PDF de um livro que escrevemos para uma editora não é nada de extraordinário, mas moroso porque tive de esperar algum tempo para receber respostas negativas. Às tantas fartamo-nos de ouvir “nãos”, mas não pode ser algo que nos faça desistir, principalmente quando temos confiança no nosso trabalho e no projecto que estamos a tentar concretizar. Foi aí que recebi o contacto da Alfarroba com quem foi possível acertar agulhas quanto ao que cada parte podia esperar da outra. Chegámos a acordo e até agora tem resultado, muito devido ao profissionalismo e competência e, devo sublinhar, criatividade dos responsáveis.

Projectos Futuros:
Num futuro próximo lançarei com a minha banda Jack & Dante o nosso primeiro álbum, que estamos a gravar nos Estúdios Thape e que sucederá ao E.P. “Por debaixo da Casa Animada”. Gostaria também de publicar um segundo livro ainda em 2012, se assim for possível e se se reunirem as condições para que tal aconteça.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Resultados do concurso Alfarroba 2011/2012 "O Retângulo"


Eis os vencedores:

Raquel Silva
José Cabral
Donzília Martins
João Barreta
Vítor Baptista
Humberto Oliveira
Elsa Filipe
Marta Silva


Os vencedores verão o seu texto publicado em livro pela Alfarroba... muito em breve!
Parabéns a todos!

Nota: A editora reserva-se o direito à seleção de apenas 8 textos, de acordo com o regulamento e critérios pré-estabelecidos do concurso literário.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lusos, tugas, portugueses, somos desta terra e gostamos. A Alfarroba tem gente e gente que gosta de ser portuguesa e da nossa língua. Por isso trabalhamos em português e em Portugal, editamos histórias escritas em português, desenhamos e imprimimos livros em Portugal. Espalhamos as nossas palavras, as nossas histórias, pela nossa terra.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ao domingo com... Célia Loureiro

Ao domingo com... Célia Loureiro


Não me recordo do momento exacto em que comecei a escrever. Lembro-me, contudo, que antes de saber fazê-lo já inventava histórias, mas contava-as através de ilustrações. Mais tarde, por volta dos dez, doze anos, comecei a criar pequenos enredos, relativamente simples, baseados não na minha vida, mas nas suas possibilidades. Recordo-me que teriam cerca de doze páginas, gradualmente ampliadas que, conforme cresciam, iam contanto histórias mais complexas. Costumo pensar para mim que a escrita é um trabalho solitário, e felizmente assim é. Não segui arquitectura, como cheguei a ambicionar, porque não tinha jeito com números. O meu talento, se tenho algum, prende-se com as letras. E acabei por ser arquitecta. Crio mundos, pessoas, situações. Dou-lhes as cores, a dimensão e a profundidade que entendo. Atiro-os ao chão e levanto-os. Geralmente, a minha inspiração vem de histórias próximas, e ficciono-as, manipulo os acontecimentos, as épocas, as reacções, até explorar uma outra possibilidade de final, que não a autêntica. Resumidamente, aplico massivamente o e se?

Quando, em 2009, abri pela primeira vez o documento que intitulei de imediato de "Demência", sabia que não seria um daqueles rascunhos a ser eliminados ou abandonados mais tarde. Como frequentemente, tinha duas histórias paralelas, uma que se desenrolou no passado e que explica grande parte do presente, e outra a suceder actualmente e a necessitar de ser resolvida. Deste modo, juntei duas personagens que há muito pairavam na minha mente - uma senhora a começar a padecer de Alzheimer, e uma jovem mãe vítima de violência doméstica, pressionada ao limite e autora de um crime socialmente imperdoável, especialmente em meios reduzidos, como é o caso. Quis que ambas as personagens fossem protagonistas de uma história de sobrevivência, que as suas essências coincidissem nesse ponto e fossem motivo de incompreensão mútua. Quis valer-me da ironia da vida, do destino, dos caminhos que parecem despregados e que se entrelaçam e fazem sentido em situações impensáveis. Quis incluir um pouco do improvável neste enredo realista. Creio que os acontecimentos retratados são familiares a muitos portugueses. Nem que provenham da história de um primo afastado ou de uma vizinha. Considero que este romance é uma deambulação no nevoeiro. As personagens estão interiormente atormentadas por erros que cometeram ou obstáculos que não conseguem transpor e fica ao vosso critério descobrir se virá, ou não, o tão desejado sol sobre as suas cabeças. Quis dar azo a um debate social - velhice, solidão, aborto, pobreza, violência doméstica, justiça, doenças degenerativas, tradição - e a uma luta interior - culpa, arrependimento, sacrifício, redenção e desespero. E creio que o consegui. Reafirmo que esta história não é, especificamente, a história de ninguém. Mas é, seguramente, a história de alguém.

Célia Correia Loureiro

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Opinião do livro "Percepção"

Mil Estrelas No Colo


Título: Percepção, uma estranha realidade
Autor: Sara Farinha
Editora: Editora Alfarroba
Edição: 29 de Novembro 2011

Sinopse: Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo. As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.

A minha opinião:
Quando comecei a ler este livro estava muito curiosa porque pela sinopse não sabia muito bem o que esperar e não fazia ideia do que se tratava.
Nesta história conhecemos Joana que é uma sensitiva,(não quero explorar muito este conceito para serem surpreendidos quando lerem o livro, tal como eu fui surpreendida!) que se muda para Londres para tentar viver uma vida normal, sem os olhares de julgamento da sua família, vizinhos, etc.
Conhece Mark e é a partir daí que a sua vida muda completamente! É com ele que Joana começa a se conhecer mais profundamente e finalmente acaba por descobrir o que realmente é e todas as coisas de que é capaz de fazer.

Gostei deste livro e claro que o ponto principal é este tema, novo (pelo menos para mim!) e muito interessante. Confesso que no início houve momentos que pensei que iria-me ser apresentada mais uma Sookie da série Sangue Fresco de Charlainne Harris, mas ainda bem que estava enganada, porque não tem nada a ver!

Achei que a personagem principal está muito bem construída e explorada e os personagens secundários tem um papel importante em todo o trama da história. Como ponto negativo tenho a salientar a pouca exploração do Convénio e da relação de Mark e Joana. Confesso que se houvesse mais cenas entre eles (talvez até mais intimas) o livro poderia ser ainda mais interessante. Mas talvez a autora queira deixar essa parte para um segundo livro que eu fico a aguardar!

Parabéns Sara! Gostei muito e recomendo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Morrighan - Entrevista a Sara Farinha

Boa tarde queridos leitores! Hoje apresento-vos mais uma autora portuguesa que se estreou recentemente no mundo literário enquanto autora. Conheçam a Sara Farinha!

Fala-nos um pouco sobre ti:
Sou alfacinha de gema, que vive numa cidade feita de contrastes e com um percurso pessoal que exigiu esforço e motivação, às vezes contra todas as probabilidades. Adoro escrever e adoro histórias, sejam relatos reais das pessoas com quem me cruzo, livros, filmes, séries televisivas, letras de música ou poesia. Adoro a língua inglesa, música, cantar, viajar e fotografar. Os amigos e a família são muito importantes, e valorizo a sua presença tanto quanto valorizo estar sozinha.
Sou curiosa por natureza e gosto de encontrar explicações lógicas para aquilo que me rodeia. Sou alguém que, perante as dificuldades, arranjo maneira e quando confrontada com obstáculos procuro compreendê-los e ultrapassá-los. Acredito em valores orientadores e frequentemente me debato com as falhas humanas e os seus motivos. Reflicto muito sobre o que se passa à minha volta e sobre como mudar em mim e nos outros aquilo que não me agrada. Sou uma eterna insatisfeita, uma perfeccionista que não tem medo de assumir erros, apesar destes serem duros golpes. E acredito piamente que, quando queremos algo arranjamos maneira.

Qual é o teu estilo e ritmo de escrita:
Quanto ao estilo de escrita, gosto de acção, emoção, romance e fantasia. Tento escrever histórias com um ritmo rápido, que sejam emocionantes e que fujam da descrição excessiva. Gosto de explorar géneros e estilos, procuro aprender sobre a arte da escrita, e agrada-me misturar realidade e ficção numa mesma história.
Quanto ao ritmo de escrita há sempre mais do que um projecto a decorrer o que significa que cada um deles tem um ritmo próprio. O blogue necessita de atenção quase diária, os contos de atenção esporádica, os poemas de inspiração fulminante, os livros de pesquisa, execução e revisão continuada. Escrevo quase todos os dias, para projectos diferentes e com níveis de dificuldade diferentes.

Quais são as tuas influências:
O meu pai influenciou muito daquilo que sou, proporcionou-me as bases e incentivou-me a pensar por mim própria. Os livros que ele comprava, fossem para ele ou para mim, fizeram o resto. Obras como “Marune Alastor 933”, “Hamlet”, “Os Cinco”, “Homem-Aranha”, “X-Men”, “Drácula de Bramstoker”, “A Flecha Negra”, “The Mad Fiddler”, “Os Maias”, ocuparam parte da minha infância e adolescência.
Consumidora assídua de filmes e séries televisivas (ainda antes de saber ler), tenho boas (e más) memórias de “Modelo e Detective”, “V - A Batalha Final”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Exterminador Implacável”, “A Guerra das Estrelas”, “Poirot”, “Ficheiros Secretos”, “Linha Mortal”, entre muitas outras histórias.
Actualmente prefiro sobrenatural, fantástico, steampunk, romance, policiais, e ficção científica. Géneros que sempre me acompanharam e que têm vindo a banalizar-se, perdendo o estigma duvidoso que tinham.

O que te levou a escrever na área do sobrenatural?
O facto de serem as minhas histórias preferidas. Adoro a magia dos mundos inventados, a imaginação que possibilita e sustenta esses livros e filmes. Agrada-me escrever sobre coisas que não são reais, imaginar mundos e personagens, enredos e complicações. Gosto especialmente daquelas histórias que, sendo fantasia poderiam perfeitamente ser reais, que são uma espécie de fundamentação científica da fantasia.
Ler uma história é uma forma de nos afastarmos da nossa realidade e de viver aventuras que, de outra forma não poderiam ser vividas. E é isso que me agrada na literatura fantástica, esse poder de nos transportar para outras vivências, de introduzir alguma magia na nossa vida. E se isto me seduz como leitora, também o faz como autora.

Como foi o caminho até à publicação deste teu primeiro romance? Tiveste muitas dificuldades em publicar? Fala-nos um pouco sobre esse processo.
Há uns tempos atrás escrevi no meu blogue que o mercado Português é tão grande como uma ervilha… e desidratada. Há espaço para alguns, mas não para muitos e gostaria de acreditar que esses alguns seriam os melhores.
Posso descrever a minha experiência pessoal, na publicação deste primeiro livro, como expectável. Primeiro tentei perceber como funcionava o mercado literário português, como as editoras trabalham e quais as experiências daqueles que já haviam passado por isto, para acautelar desilusões. Depois, reuni coragem, e comecei a enviar alguns e-mails para editoras que publicam dentro do género literário de “Percepção”. Algumas editoras não deram qualquer resposta. Duas mostraram-se interessadas em publicar.
A Alfarroba foi a escolha que, para mim, fez sentido. Estou muito satisfeita com o trabalho deles e com o apoio e a prontidão de resposta. E nunca tive ilusões que publicar envolve esforço, compromisso e persistência da minha parte.

Tens tido feedback dos teus leitores? Como é que gostas de interagir com eles?
Tenho tido algum feedback, não tanto nem tão público como gostaria, como é habitual. Algumas reacções foram excelentes e deixaram-me muito orgulhosa. Procuro incentivar o contacto quer nos blogues (pessoal e do livro), como nas páginas de Facebook (pessoal e livro), no Twitter, Goodreads e Google+. Mas sei que a maioria das pessoas limita as suas interacções a “Gostos”, ainda somos um povo algo tímido (e desconfiado) no que diz respeito à interacção através da www.

Projectos Futuros:
Mantendo o meu lema de ‘Aprender todos os dias algo novo’, tenho algumas ideias em mente e projectos em andamento. Neste momento encontro-me a escrever um terceiro livro. Planeei começar a escrevê-lo no início de 2012, mas a inspiração manifestou-se nos últimos dias. E apesar de ainda andar às voltas com algumas partes da história, não tive como evitar este início.
Tenho uma outra história à espera de revisão e estou a ponderar disponibilizá-la online. Adorei escrevê-la e ia odiar mantê-la na gaveta virtual para sempre, mas isto implica ter tempo para fazer a revisão e uma investigação cuidada sobre e-books. Mais um projecto a executar em breve.
Continuar a divulgar o meu primeiro livro publicado. E claro, manter o meu blogue a funcionar em pleno (http://sarinhafarinha.wordpress.com/).

E a pergunta da praxe: o que achas do blog Morrighan?
Descobri este blogue há algum tempo e confesso que o que me atraiu primeiro foi a sua faceta de divulgação do paganismo. Ao explorar os vários artigos descobri um espaço virtual interessante, cheio de novidades literárias, que tenho tido muito gosto em acompanhar. É um blogue que faz parte da minha lista de links “Inspiradores” e que visito sempre com prazer.
Quero agradecer à Sofia Teixeira pelo interesse demonstrado assim como, pelo bom trabalho desenvolvido neste blogue. Desejo-lhes os maiores sucessos e muitos anos de bons artigos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A baloiçar



A Alfarroba irá estar em balanço até ao próximo dia 10 de janeiro. Receberemos todas as informações, e-mails e telefonemas, mas poderemos não ser tão breves na resposta.
Obrigado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo, palavras acordadas

Com a entrada do novo ano, todas as comunicações internas e externas da Alfarroba passarão a ser efetuadas segundo as normas do Novo Acordo Ortográfico, devidamente identificadas pelos seguintes logos:




As edições, publicações, formações e serviços irão manter-se identificados com o logo do Novo Acordo Ortográfico, se for o caso.

Já andamos de volta de um novo país

Terminou no dia 31 de Dezembro a recepção de contos para o concurso literário Alfarroba 2011/2012 "O Rectângulo".

No final de Janeiro serão revelados os dez países mais promissores.