segunda-feira, 2 de abril de 2012
E vimos ROMA às avessas
sexta-feira, 30 de março de 2012
Entrevista à autora Célia Loureiro
Espectacular'te
A autora fala-nos um pouco de si, da sua escrita e deste primeiro passo no caminho da literatura
Célia Loureiro, 22 anos, licenciada em Informação Turística, lançou o seu primeiro livro, "Demência", a 26 de Novembro de 2011, no Fórum Romeu Correia, em Almada.
Lembra-se que em pequena gostava de inventar histórias, e assim que aprendeu a escrever estas passaram para o papel, cada vez mais elaboradas. Quando escreve costuma pegar em exemplos reais, inspira-se em sensações, em pequenos detalhes e pormenores do dia-a-dia.
Após muitas tentativas e alguns textos enviados em vão, decidiu tentar a editora Alfarroba, que tem por princípio apostar em novos talentos. Fruto de muito trabalho e insistência, agora já mais amadurecida, consegue publicar o primeiro, dos muitos livros que vai acumulando na gaveta.
"Demência" passa-se numa aldeia beirã e conta-nos a história de duas mulheres, Olímpia e Letícia. Atraiçoada pela memória, Olímpia começa a sofrer os sintomas de Alzheimer e, vê-se obrigada a aceitar a ajuda da nora viúva Letícia que, por sua vez, vive atormentada pela lembrança do crime que cometeu. Perante as calúnias dos aldeões e a demência da sogra, Letícia tenta reerguer-se dos erros que cometeu.
A autora introduz, assim, um debate social e luta interior ao abordar temas como a velhice, solidão, aborto, violência doméstica, arrependimento e desespero.
Célia sabe que é muito difícil ser apenas escritora, mas se pudesse escolher era assim que vivia, numa calma aldeia a observar e a escrever…quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Falou-se de história
O Centro de Artes de Vila nova da Barquinha abriu-nos as portas para o lançamento do livro "Uma Linha de Torres - a história de uma resistência" de Emílio Miranda.
Estiveram presentes o autor, o vereador da cultura de Vila Nova da Barquinha, Dr. Fernando Freire, e a editora da Alfarroba, Andreia Salgueiro.
Ao Domingo com... Ricardo Tomaz Alves
Lembro-me de, no meu 5.º ano de escolaridade, a Professora de Língua Portuguesa mandar como trabalho de casa semanal a escrita de um texto criativo, que seria posteriormente lido para os colegas, e de estes, aquando da minha primeira leitura, terem gostado bastante da história que ouviram. A partir daí, em vez de se disponibilizarem para ler os seus textos sempre que a Professora pedia um voluntário, preferiam escolher-me a mim para ler o que escrevera, para ouvirem. Desde então que percebi que talvez tivesse algum jeito para a escrita e sempre que me perguntavam o que queria ser, respondia “escritor”.
No final do secundário o “bichinho” voltou e, se queria ser escritor como sempre dissera, não podia fazer outra coisa se não escrever. Foi o que fiz, com todo o empenho e dedicação, acabando por iniciar o que seria o meu primeiro livro, um romance fantástico intitulado “Rio Equilibrium”. Foi uma sensação incrível, tanto a de escrever como a de terminar o livro, porém sabia que não podia depender de uma única obra para ser publicado, tendo então de continuar a escrever, mais e melhor, para convencer as editoras. Não pretendo ser um escritor de estilo único, porque que acabaria por oferecer sempre mais do mesmo ao leitor, mas antes do género multifacetado, explorando vários estilos. Por essa razão, depois de “Rio Equilibrium” escrevi uma autobiografia enquanto músico, um romance, um livro de contos e um ensaio.
Perto do final de 2011 a Alfarroba Edições reconheceu valor no livro “A Devota”, que conta uma história passada nos subúrbios e vila de Sintra, em locais secretos que desafiam a imaginação e que retratam a luta interior de uma jovem que terá de ultrapassar as difíceis fases da infância e adolescência enquanto enfrenta a luta interior de acreditar ou não no que lhe é dito e ensinado, enfrentando vários desafios à sua fé e psique.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Entrevista a Luís Miguel Raposo autor de "O teu relâmpago na minha paz" - Blogue Mil Estrelas No Colo
1 - Fala um pouco sobre ti.
Sou natural de Almada e completei em novembro quarenta anos. sou licenciado em gestão de empresas com pós-graduação em marketing internacional. o mar e o surf são paixões já antigas. actualmente, costumo surfar sobretudo na Costa de Caparica, com um grupo fantástico de amigos que receberam muito bem o meu primeiro livro, «marés de inverno», editado em 2009. Dois anos depois, foi publicado o «quando morreres vou amar-te» e agora, pela Alfarroba Edições, «o teu relâmpago na minha paz». Sou fã de todas as formas de metal mais extremo e de música alternativa, mas o cd que mais vezes ouvi é o «koln concert», do Keith Jarrett. sou muito nostálgico em relação à minha terra e sempre que posso revisito os espaços e os amigos que me são mais queridos. Tenho um irmão, alguns anos mais velho, que vejo menos vezes do que gostaria. Gosto de acordar cedo, mas detesto despertadores. gosto de escrever em lugares cheios de pessoas, mas irrita-me ser interrompido. Vi o «excalibur» dezassete vezes e li o «stonehenge» oito.
2 - Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?
O romance histórico e o enredo policial dominam as minhas preferências literárias. Predominantemente o primeiro. Um rápido olhar para os lugares dos meus livros, alguns parece-me que crescem do chão, permite concluir que cerca de 90% contam-se entre esses dois géneros, com hegemonia, como disse, do romance histórico, sobretudo Bernard Cornwell. da distância entre os livros no meu chão e os meus próprios trabalhos resulta evidente que não vou farejar influências às minhas leituras. A minha maior influência é a realidade mais simples das coisas e das relações humanas. Vou portanto vasculhar no mundo em meu redor e nas memórias a matéria para escrever. escrevo sobre o que me incomoda e o que me fascina.
3 - Quando soubeste que querias ser escritor e como foi o teu início na escrita?
Ainda hoje não sei se quero ser escritor. De certeza absoluta, não me considero escritor. Escritor é quem escreve para viver e vive para escrever e, desgraçadamente, na conjuntura actual, escritor é quem a máquina editorial diz que é. Não me revejo neste enquadramento, é um peso que não quero ainda carregar. Talvez o tempo venha a mudar o cenário economicista da literatura ou venha eu a mudar a minha percepção e possa então por meu turno ver-me como escritor. Sou alguém que escreve livros mas que não deve nada à literatura nem a literatura deve a mim.
4 - Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?
Sou muito caótico no meu processo de escrita. É-me difícil impor-me uma disciplina. Escrevo nos mais variados lugares e raramente em casa. Gosto de escrever em ambientes ruidosos e movimentados, lugares improváveis. Em casa sinto o peso da obrigação de produzir e isso desliga-me. Procuro imaginar o ponto central de uma ideia, que pode ser uma frase somente, e evoluir em espiral desde aí. Gosto de escrevinhar à mão num papel até já não caberem mais riscos, mais palavras soltas, mais alterações. e só então pego no computador para ver se consigo naturalmente construir alguma ordem do caos. Escrevo na mesma medida em que os pensamentos me surgem, frequentemente intercalados. certas vezes arrumo-os, forneço-lhes ordem. outras, nem por isso. Deixo-os na forma como surgiram. Alguns leitores apreciariam uma arrumação mais clássica.
5 - Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?
Às vezes penso que «o teu relâmpago na minha paz» é um livro bipolar. Tem traços comuns aos meus trabalhos anteriores, como a profusão de sentimentos e uma escrita emotiva, mas tem também uma vertente diferente e fresca, muito ritmada, cheia de peripécias, momentos lúdicos, até mesmo absurdos. A história passa-se em Almada, evoluindo entre lugares reais. João pedro, o protagonista, tem uma relação de estante arrumada com Vera, toda a sua vida organizada e um percurso profissional em ascensão. Certo dia conhece Carla e a sua estante começa a desmoronar. Todo o seu tempo é comandado por Carla. Conhece ainda Rita e em todos os seus pensamentos nenhum é capaz de resistir ao apelo de Rita.
Inicialmente, a ideia consistia em expor um indivíduo muito formatado e arrumadinho à cultura do surf de um modo enxovalhado e conflituoso. Carla surgiu então como a causa para essa exposição, mas, à medida que ia escrevendo, assumiu outra dimensão e outro relevo.
6 - Quais os teus projectos futuros?
Para já, apenas sei que quero escrever a sequela do «marés de inverno». Aliás, várias vezes comecei e outras tantas parei no mesmo vazio de ideias que me satisfaçam. É algo que vou ter de ultrapassar. Talvez venha a abrir um passatempo a solicitar ideias (risos). Depois disso, é possível que venha a dar um rumo diferente à minha forma de escrever e deslocar-me dos meus temas habituais. Mas, para já, são só possibilidades, nada de definitivo.
7 - Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?
Escrevam sobre o que está na moda, no formato que é moda. Mastiguem o ego e aceitem a submissão aos interesses comerciais dos grandes grupos editoriais. Ou então escrevam algo genuíno, com qualidade literária e verdadeiramente diferente e aceitem o sacrifício de encontrar uma editora que o leve às estantes das livrarias. Em qualquer dos casos, é possível. Mas é sempre necessário persistência. A internet, e em particular as redes sociais e o fenómeno dos blogues, pode ser uma ajuda importante para divulgar um trabalho desconhecido e chegar à atenção das editoras.
Perguntas rápidas:
Um livro: “Stonehenge”, Bernard Cornwell
Um autor (a): Bernard Cornwell
Um actor ou actriz: Tim Roth
Um filme: Big Wednesday (Os Três Amigos)
Um dia especial: o dia em que a Teresa Loureiro me telefonou a dizer que gostaria de publicar o meu manuscrito, que veio posteriormente a chamar-se «marés de inverno».
Um desejo: recuar no tempo
Relembrar versos
os livrinhos são mais queridos
mais afetivos
mais lingrinhas
se falarem em meninos e meninas
se se enfeudarem nos ninhos e passarinhos
se tratarem o bem e a alma
o espírito
as silabinhas contadinhas
se não ofenderem a moral e bons costumes
com os palavrões do pecado
à esconjura
à morte
e contiverem enfeites pueris
adornos
ali e acolá
como silhuetazinhas imaculadas
das mulheres-anjo
ah! que belas leituras
meneres sa/ raiva "A Acídia do Liame no dia seguinte" 2010
Hoje voltou a mandar‑lhe
uma mensagem. Tenho saudades.
Ela deixou cair uma lágrima. O namorado perguntou‑lhe,
que tens? Respondeu‑lhe,
nada meu amor. Coisas minhas,
Faltas de pontualidade. Atrasos.
O namorado encolheu os ombros. Às vezes não a entendia.
Rosa Maria Ribeiro "Deixa que te Diga" 2010
Quantas vezes morreste, amor,
Quantas já te perdeste,
Nesse teu jeito de olhar,
Gemer, gritar e tremer,
Nas ruas do teu prazer?
Alberto Silva "Labirinto de nós" 2011
As gargalhadas ecoam
Em pensamentos que me atordoam.
Ao fundo,
Vozes.
Dizem que podem saber amar!
Tristes os que sorriem…
Aqueles a quem sufocam os dedos seus irmãos,
Aqueles a quem o fogo gela.
Não sei se ame ou odeie,
Mas nada eu ouso poder saber
Senão a consciência do desconhecer.
E se amar se torna saber,
Então não sei o que dizer,
Não sei se sei
Saber viver.
Maria Clara Boavista "Menina cativa" 2011
É no belo azul do mar
Que navega a caravela
Como vector a apontar
Uma aventura singela
E o céu azul também
Mira a nau colorida
Lá dentro navega alguém
Com rota bem definida
Azul anil por fundo
Cor da visão do espaço
Que se tem deste mundo
E a nave sem embaraço
Navega o azul profundo
Dando ao mar novo abraço!
Paulo César Nunes "A voz da ilha" 2011
quarta-feira, 21 de março de 2012
Pulga à solta em Setúbal!
terça-feira, 20 de março de 2012
Clube dos Exploradores - Encontro com os alunos da Escola EB2/3 Luís de Sttau Monteiro, Loures
Marina Santos




quinta-feira, 15 de março de 2012
Apresentações do conto "A Tundra"
Semana da Leitura
AGRUPAMENTO DE LAGARES
AGRUPAMENTO DR LEONARDO COIMBRA LIXA
AGRUPAMENTO AMADEO DE SOUZA CARDOSO
Novos Livros - Revista de Leitores para Leitores: Pedro Pinto | "Amor carnal"

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Amor Carnal»?
R- "Amor Carnal" é uma sucessão de "Polaroids" sobre os vários tipos de amor - alguns conotados como marginais -; amores, paixões, formas de viver, de sobreviver à falta de amor. Em termos conceptuais é o amor para além do que grande parte de nós fomos formatados; sim, porque o Amor assume várias formas, as quais nem sempre concordantes com o que os outros ficcionam sobre o amor. A pergunta que fica no ar é: até onde é que cada um está disposto a ir, ou a ceder, pelo verdadeiro amor?
2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R-A ideia subjacente – o projeto – foi e é – agora concretizado – um bilhete só de ida para o vício que pode ser o amor; uma passagem de qualquer parte do mundo para o acesso a outro, mais elevado, sem possibilidade de retorno. Pretende-se – pretendo – que cada leitor tenha um turbilhão de emoções: que fique incomodado, que se reveja, que reveja um conhecido, um amigo, uma amiga, amante ou qualquer outro tipo de parentesco, ou ligação, e pense: amar é algo transcendentalmente global e universal – mas sem barreiras nem limites. Porque é que nos limitamos tanto quando podemos ser felizes?
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-O futuro apresenta-se como o aqui e agora, um já, em que estou a desafiar-me a produzir um conto, um romance, bem como algumas colaborações pontuais nos média. Escrever é respirar: eu respiro todos os dias; ler é saborear o respirar: leio (lemos) todos os dias. O desafio é permitir-nos – permitir-me – “suar-nos” acutilantemente o que nos vai na alma e poder partilhar isso mesmo – e ecoar - com todos os leitores.
__________
Pedro Pinto
Amor Carnal
Alfarroba, 10€
segunda-feira, 12 de março de 2012
E o arrebatamento aconteceu

Abriram a caixa de Hipátia
(Elisabete Bárbara in "A Caixa de Hipátia)
E como ela lhe deu voz!...
Cativou de tal forma os alunos do 8.º ano que pediram para ela não parar de ler...


quarta-feira, 7 de março de 2012
Encontro com alunos
Marina Santos




terça-feira, 6 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Semana da leitura - Clube dos Exploradores








