Livros da Alfarroba na Feira do Livro da Gare do Oriente. Procure-os.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Autor Daniel Costa no programa "A tarde é sua" na TVI
O nosso autor Daniel Costa - "Amor na Guerra"; "Poesia ao Ritmo do Optimismo" e "Tejo Norte" - esteve ontem no programa "A tarde é sua" na TVI e partilhou a sua experiência de vida.
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Ao domingo com... Cátia Lopes dos Reis
Ao domingo com... Cátia Lopes dos Reis
Sobre o meu livro, não sei se lhe chame Obra; vêm-me à
lembrança obras-primas e, para essas, ainda me faltará um bocadinho (assim)…
Enquanto adolescente e jovem adulta sempre pensei que na
minha vida estaria destinada a grandes feitos, ou médios, mas daqueles que
perduram na memória dos outros, que nos fazem ser conhecidos ou reconhecidos,
dos que fazem com que as pessoas saibam o nosso nome mesmo sem nos conhecerem.
Mas posso dizer, com alguma certeza, que escrever um livro não estava entre o
meu leque de aspirações, muito embora só faltasse este ponto para completar o
ciclo da vida de “plante uma árvore, escreva um livro e tenha um filho”, não
obrigatoriamente por esta ordem, claro. O que posso dizer, com toda a certeza,
é que se tornou emergente transformar uma experiência particular da minha vida
num testemunho, num alerta, numa mensagem de esperança ou desespero, ou talvez
simplesmente num legado, numa parte de mim que devia ser contada, recordada e
jamais esquecida.
Afinal, sou enfermeira, a esfera da escrita ficou para trás
nos inúmeros trabalhos académicos escritos. Trabalho com doentes crónicos,
alguns em estado terminal, mas todos eles com a certeza de que coisas menos
boas não acontecem só aos outros.
Ainda assim, a realidade, que não acontece só aos outros,
não veio sob a forma de doença crónica, instalada, prolongada. Veio antes com a
prematuridade extrema do meu filho Afonso, que nasceu de 23 semanas e 6 dias de
gestação. Toda a teoria e prática de cuidar, de lidar com dor e sofrimento não
me prepararam para a onda de incompreensão, dor e perda que me assaltou sem
avisar. E se viesse de mansinho? Iria doer da mesma forma…
Decidir engravidar e ter um filho desejado deveria ser algo
pacifico, natural, com grandes expectativas correspondidas. As únicas dúvidas a
assolar a mente de uma mãe deveriam ser: “De que cor serão os seus olhos?”;
“Com quem será parecido?”
E não: “Sobreviverá mais um dia?”; “Quais serão as sequelas
com que irá ficar pela vida fora?”
São questões que não nos colocamos no dia-a-dia, que se nos
escapam por sermos crédulos de que estas realidades não nos atingirão, afinal,
só acontecem aos outros, àqueles que não conhecemos, só ouvimos falar por mero
acaso e nem captamos a mensagem por detrás da história.
Ora conhecimentos médicos à parte, um bebé prematuro nunca
é, nem será quando atingir uma certa idade, um bebé de termo, os seus desafios,
comportamentos, acções e reacções podem ser muito diferentes das de um bebé
dito normal que nasceu com uma idade gestacional acima das 37 semanas. E assim
pode permanecer pela vida fora, diferente, muito diferente. Lutar pela
sobrevivência numa etapa tão precoce da vida é completamente anti-natura.
O Afonso nasceu então como prematuro extremo, no limiar da
viabilidade, tendo inúmeros desafios e sequelas inerentes à prematuridade e à
imaturidade de todos os órgãos. Entre transfusões, cirurgias, cateteres,
incubadoras, exames, (sobre)vivemos 123 dias em duas Unidades de Cuidados
Intensivos de Neonatologia.
O nosso sistema de valores, enquanto pais, ao decidir entre
a vida a todo o custo ou a qualidade de vida, alterou para sempre a nossa visão
e tornou-se na maior lição de vida até então.
Num relato emocionado divido-me entre o amor e a razão. O
que começou por ser um diário escrito, testemunha silenciosa do meu tormento e
quiçá forma de escapar a um surto de loucura iminente, fundiu-se com as
mensagens diárias trocadas com uma confidente muito especial, a Ilídia, também
mãe de uma prematura nascida em 1998 de 23 semanas e 5 dias. Separadas por mais
de 300 quilómetros de distância, encontrámos consolo no “colo” uma da outra,
numa linguagem muito própria que apenas é compreendida entre pares, entre pais
prematuros. Afinal, como me disse um grande amigo após o lançamento do livro:
“Nunca imaginei que estivesse tão perto e ao mesmo tempo tão longe de vós.”
Tornou-se imperioso dotar esta experiência traumática e
dolorosa de algum sentido quando percebi que os sentimentos com que me debati
assolavam e eram transversais a todos os pais de bebés prematuros.
Quando o fim chegou e nos deixou mais vazios do que quando
iniciámos a jornada, corri o risco de voltar atrás no meu processo de
recuperação ao percorrer com a memória as salas, os sons, os cheiros de um passado
tão presente e recente, ao reviver o que tentei ocultar do consciente.
Não pretendendo, de todo, ser um manual técnico acerca da
prematuridade, é antes, um testemunho, uma partilha do mais íntimo e sombrio de
mim nessa fase da minha vida.
Num discurso muito pouco apologético, expio a minha culpa,
os meus demónios, a minha relação com os profissionais de saúde e com os que me
rodeiam, com a sensação de impotência e o dia-a-dia repetitivo e desesperante
imposto por uma das batalhas mais duras: A Vida Antes do Tempo!
Cátia Lopes dos Reis
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terça-feira, 16 de abril de 2013
A tarde é sua
Hoje, a partir das 16.00, no programa
televisivo "A tarde é sua" com Fátima Lopes, o nosso autor - Daniel
Costa -, que escreveu os livros "Amor na Guerra"; "Poesia ao Ritmo do
Optimismo" e "Tejo Norte" irá estar presente! Não perca o seu
testemunho.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Anónimos
No dia 21 de abril será lançado o livro “Anónimos” no espaço Sons, Tons e & Sabores – Centro Cultural de Congressos de Caldas da Rainha. Com textos da autoria de José Ribeiro, este livro mostra, relata e conta histórias de pessoas que poderiam estar bem próximas de nós.
Para
ler em qualquer momento.
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Ervilha em modo 2.ª edição
Uma novidade para quem pretende adquirir o livro "A ervilha que queria ir à escola" - a 2.ª edição vem aí!
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terça-feira, 9 de abril de 2013
Era uma vez... seres fantásticos no Montijo
No âmbito das atividades desenvolvidas em parceria com a CM Montijo, fica aqui o registo do workshop de leitura em voz alta, realizado por crianças, com o tema... seres fantásticos.
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Apresentação do livro "O Homem das Solas de Vento"
Apresentação do livro "O Homem das Solas de Vento", com a presença do autor - Sérgio Brota -, na Casa de Cultura de Setúbal.
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Uma ervilha para dar abracinhos
Para acompanhar o sucesso que tem sido a aceitação do livro infantil "A ervilha que queria ir à escola" de Paula Ruivo, a autora, a partir da idealização da ilustradora Sandra Figueiredo, construiu a mascote do livro - a ervilha Doroteia - em tamanho real.
A Doroteia fica assim à espera dos vossos abracinhos.
A Doroteia fica assim à espera dos vossos abracinhos.
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Autor em destaque - Cátia Lopes dos Reis
Livro:
A vida antes do tempo: histórias de bebés prematuros
Autora:
Biografia da autora:
Cátia Lopes dos Reis nasceu em Almada, em 1985.
Enfermeira de profissão e pós-graduada em Gestão de Serviços de Saúde, pelo INDEG/ISCTE.
Casada, reside e trabalha em Lisboa.
Sinopse do livro:
O meu nome é Cátia, nasci na Charneca da Caparica, em Almada, em fevereiro de 1985.
Sou enfermeira de profissão, trabalho na Urgência do Instituto Português de Oncologia de Lisboa e sou pós-graduada em Gestão de Serviços de Saúde pelo INDEG/ISCTE.
Em setembro de 2010, após uma crise conjugal resolvida, eu e o meu marido Vasco decidimos empreender uma nova etapa na nossa vida, a de sermos pais. Mas o sonho tornou-se pesadelo, quando o nosso filho Afonso nasceu de apenas 23 semanas e 6 dias de gestação.
Quando as perdas se sucedem, a perda de sonhos, da perfeição, da vida como a conhecíamos até então, sobrevivemos juntos a 123 dias de internamento em duas Unidades de Cuidados Intensivos de Neonatologia.
Acompanhada à distância por uma confidente muito especial, a Ilídia, mãe de uma prematura que nasceu de 23 semanas e 5 dias, hoje com 14 anos de idade, conto a nossa história. Como forma de tentar escapar a um surto de loucura iminente, encontrei o meu escape, relatando sob a forma de um diário o meu dia a dia, as dúvidas e os sentimentos de uma época em que vivi algures entre a esperança e o desespero.
Ao longo deste doloroso percurso, existiram momentos-chave, de loucura, de pânico, de esperança e de dormência. As questões da vida e da morte, da prematuridade extrema, abaixo do limiar da viabilidade, os nossos valores, as nossas crenças foram levados ao limite na derradeira decisão da nossa vida, deixar partir o Afonso em paz.
Dois testemunhos de vida, semelhantes no seu percurso, diferentes no seu final.
Desafiando as estatísticas, as lógicas da ciência, lutando contra os nossos próprios demónios e contra os das equipas de saúde, expiamos assim a nossa culpa, a nossa dor e as nossas memórias. É o meu legado, o legado de outra mãe prematura, o legado dos nossos filhos, para que outras mães prematuras sintam que não estão sozinhas nesse sofrimento atroz.
Entrevistas:
http://www.flamesmr.blogspot.pt/2013/04/entrevista-autora-catia-lopes-dos-reis.html
http://www.youtube.com/watch?v=OVHPjij5t5I
http://otempoentreosmeuslivros.blogspot.pt/2013/04/ao-domingo-com-catia-lopes-dos-reis.html
Lançamento:
http://www.youtube.com/watch?v=UF2nTYTFkeE&feature=youtu.be
Facebook:
http://www.facebook.com/aVIDAantesdoTEMPO?fref=ts
Opiniões:
Vanessa Neves · Psicóloga Educacional at CECD- CRI
Podia deixar uma opinião pessoal. De facto, tenho dificuldade em afastar-me. Assisti de perto, muito perto aquilo que estes pais (e apenas eles) passaram. No entanto quero deixar a opinião que considero a escrita envolvente, importante para outros pais que estejam a viver ou vivam uma história semelhante. O Afonso não teve o final que se desejou, mas a Rita sim. Acredito que pode servir de grande ajuda para outros pais prematuros!
Pedro Lameira · Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
É duro ler esta história de novo, mas ao mesmo tempo libertador. Nada acontece por acaso e serão as coincidências meras coincidências? Será que foi um acaso um encontro destas duas MÃES CORAGEM. Cátia Lopes e Ilidia Silva, vocês homenageiam.todos os guerreiros prematuros com a força do vosso amor. Felizes daqueles que, como eu, fazem parte the vida de alguém como vocês. O amor, a ajuda, o apoio, não conhecem distâncias, fronteiras, mundos.... Obrigado Ritinha e Afonso, por fazerem dos vossos pais quem são hoje, por fazerem de nós quem somos, por nos ensinarem tanto em tão pouco tempo.
Cecilia Magalhães
Já li uma parte do livro, mas é-me difícil, são lembranças reais e momentos que todos passámos, principalmente os MEUS FILHOS, e todos os amigos que juntos passámos o que está escrito neste livro. Muito REAL e penso que irá ajudar todos que passam ou que passaram ou que irão passar por estas por situações.GOSTO!
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Autor em destaque
A Alfarroba inaugura hoje uma nova forma de vos dar a conhecer os autores do seu catálogo.
Vamos conhecer entrevistas, livros publicados e outras curiosidades.
Querem saber qual é o primeiro autor em destaque?
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Querem saber qual é o primeiro autor em destaque?
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Páscoa docinha
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terça-feira, 26 de março de 2013
Dia do Livro Português
26 de março - DIA DO LIVRO PORTUGUÊS
A Alfarroba é portuguesa, feita por portugueses e publica livros e autores portugueses.
A Alfarroba é portuguesa, feita por portugueses e publica livros e autores portugueses.
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quinta-feira, 21 de março de 2013
DIA MUNDIAL DA POESIA
DIA MUNDIAL DA POESIA
Mais do que
rimar, mais do que juntar palavras, a poesia é um estado de alma. Melhor ainda:
é um estado de almas.
Par rima
com mar, que rima com amar, que rima com rebuscar, que rima com... o que calhar.
Mas a
poesia é mais do que isso. E também é mais do que isto: o veículo atravessa-se
na estrada moderada e mal sinalizada, o amor vem de encontro a nós, um choque
frontal, um acaso genial, nada mal, que poema bestial...
Pois... A
poesia pode ser tudo ou nada...
Mas, dizia
eu, a poesia é um estado de almas.
Cada um de
nós tem dentro de si uma centelha que se pode transformar num discurso íntimo
mas revelador de uma emoção, de um lampejo ardente, de uma visualização simbólica,
ou até de uma experiência lúdica. O que for, o que seja, o que quiserem
chamar...
P – o – e –
s – i – a
A poesia é
uma amiga que baila nas nossas palavras, com ou sem rimas, com ou sem
espartilhos. Apenas a liberdade de escrever, de pôr no papel, ou no computador,
uma dor, um amor, ou qualquer outro sabor de sentimentos e emoções...
No Dia
Mundial da Poesia, e em todos os outros, libertemos a dança das palavras e criemos
com elas a mais utópica das artes da escrita.
Que se
soltem os poemas, por favor!
Bruno Barão da Cunha - Alfarroba Formação
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